Homem que confessou participação na morte de motorista em SC tem prisão mantida
Suspeito confessou participação e indicou onde corpo foi escondido
• Atualizado
A Justiça decretou a prisão preventiva do homem que confessou participação no sequestro e na morte de uma motorista de aplicativo no Meio-Oeste de Santa Catarina. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (26), durante audiência de custódia realizada pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Caçador, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
O suspeito já cumpria pena por roubo em regime aberto quando cometeu o crime. Ele foi preso em flagrante na BR-282, em Joaçaba, e encaminhado à Delegacia de Videira, onde confessou a participação. Após passar a noite no presídio regional, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Segundo as investigações da Polícia Civil, o homem participou de todas as etapas do crime.
A vítima é a motorista de aplicativo Silvana Nunes de Almeida de Souza, de 39 anos. Ela foi sequestrada na terça-feira (24), após sair de Videira com destino a Fraiburgo.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima chegou a ligar para o marido chorando e em estado de nervosismo. Durante a ligação, ele ouviu um homem exigindo R$ 5 mil para a libertação. O marido conseguiu enviar R$ 2,109 para a conta bancária de Silvana e, após isso, ela não respondeu mais às tentativas de contato.
Ainda conforme a investigação, a vítima foi obrigada a fazer duas transferências via PIX para uma conta da Caixa Econômica Federal do município de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Depois disso, ela foi morta com disparos de arma de fogo.
O corpo foi escondido em uma área de mata em Fraiburgo, no sentido de Lebon Régis. O celular da vítima foi jogado às margens de uma rodovia, e o carro foi levado de volta para Videira, onde foi abandonado em um bairro.
A Polícia Civil localizou o suspeito após rastrear as movimentações financeiras. Ele foi encontrado em fuga na noite de quarta-feira (25), em Joaçaba. O homem também indicou aos policiais o local onde havia escondido o corpo da vítima.
De acordo com o Ministério Público, a prisão preventiva foi solicitada devido à gravidade do crime, ao risco de o suspeito voltar a cometer delitos e à possibilidade de interferência nas investigações.
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