Grávida de 18 anos e bebê morreram por dengue hemorrágica em SC, confirma delegado
Caso ocorreu em Indaial, atestado de óbito aponta complicações da doença; perícia ainda vai analisar se houve falha no atendimento médico
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A morte da jovem grávida Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, e do bebê que ela esperava foi causada por complicações de dengue hemorrágica, segundo confirmou o delegado Ícaro Malveira, responsável pela investigação conduzida pela Polícia Civil em Indaial, no Vale do Itajaí.
Grávida de 18 anos e bebê morreram por dengue hemorrágica, confirma delegado
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De acordo com o delegado, o atestado de óbito da jovem já aponta a doença como causa da morte. A confirmação ocorreu após a chegada do último prontuário médico da paciente à delegacia.
Segundo Malveira, a documentação foi imediatamente encaminhada para análise da Polícia Científica, responsável pela elaboração do laudo pericial que deve esclarecer as circunstâncias do caso.
“Analisando essa documentação, podemos constatar que a jovem estava com dengue hemorrágica. Com base nessa nova informação, solicitamos ao perito que avalie se a conduta realizada no Hospital Beatriz Ramos foi condizente com o estado clínico da paciente”, explicou o delegado.
Ainda conforme o investigador, a perícia também deve analisar se houve imprudência, negligência ou imperícia por parte dos profissionais que atenderam a jovem.
Caso o laudo confirme alguma irregularidade, o procedimento poderá resultar em indiciamento por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
A expectativa é que o parecer técnico seja concluído já na próxima semana.
Relembre o caso
A morte da jovem e do bebê ocorreu no dia 2 de abril, após uma sequência de atendimentos médicos registrados no Hospital Beatriz Ramos, em Indaial.
Maria Luiza estava grávida de 28 semanas quando precisou ser transferida para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, após apresentar agravamento no quadro clínico.
No hospital, os médicos realizaram uma cesariana de emergência, mas o bebê nasceu sem batimentos cardíacos. Cerca de uma hora e meia depois, a jovem também não resistiu.
Relato da família
O caso ganhou grande repercussão após o relato da mãe da jovem, Luana Bogo Petry, publicado nas redes sociais.
Segundo ela, Maria Luiza começou a sentir fortes dores no corpo no dia 28 de março. Nos dias seguintes, a jovem teria procurado atendimento médico diversas vezes no Hospital Beatriz Ramos.
Conforme o relato da família, durante os atendimentos foram realizados exames e levantada a suspeita de dengue, mas a jovem teria sido liberada para voltar para casa.
No dia 2 de abril, já com sintomas mais graves, Maria Luiza procurou atendimento em uma unidade de saúde no bairro Tapajós, em Indaial.
De acordo com a mãe, os profissionais da unidade se assustaram com o estado da jovem, que apresentava manchas roxas pelo corpo, cansaço extremo e sinais de desidratação severa.
Ela foi encaminhada com urgência ao Hospital Beatriz Ramos e posteriormente transferida para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau.
➡️ Mãe cobra respostas após morte de grávida e bebê em hospital de SC
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Hospital abriu investigação interna
Em nota oficial, o Hospital Beatriz Ramos informou que iniciou imediatamente procedimentos internos para apurar o caso.
Segundo a instituição, a situação está sendo analisada por meio de investigação técnica interna, conduzida conforme os protocolos do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde.
O hospital afirmou ainda que a análise inclui a revisão completa de todo o processo assistencial, desde o primeiro atendimento prestado à paciente.
A instituição também manifestou solidariedade à família de Maria Luiza.
Prefeito de Indaial se posiciona sobre o caso
O prefeito de Indaial, Silvio César da Silva, afirmou que acompanha com atenção e preocupação o caso da morte da jovem.
Segundo ele, a administração municipal manifestou solidariedade à família e cobra esclarecimentos sobre o ocorrido.
O prefeito ressaltou que, embora o Hospital Beatriz Ramos possua gestão técnica própria, a prefeitura solicitou à direção da unidade uma apuração rigorosa e completa dos fatos.
“É fundamental esclarecer o que aconteceu, identificar se houve alguma falha e, caso seja confirmada qualquer irregularidade, que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados”, disse.
Silvio César da Silva também destacou que o município segue trabalhando para fortalecer a estrutura e o atendimento do hospital, mas reforçou que situações como essa precisam ser investigadas com seriedade.
“Se, após a investigação técnica, ficar comprovado qualquer tipo de negligência, exigiremos a devida punição com o máximo rigor. A população de Indaial pode ter certeza de que estamos atentos e acompanhando de perto este caso”, concluiu.
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