‘Eu não sabia’: ex-noiva de Vorcaro quebra silêncio sobre escândalos
Graeff se manifesta pela primeira vez e esclarece que não participou de negócios do ex-namorado
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A modelo Martha Graeff, ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro, divulgou nesta sexta-feira (27) sua primeira declaração pública sobre o escândalo que envolve o empresário e o Master. Ela afirmou que nunca teve conhecimento de irregularidades relacionadas a Vorcaro e disse estar sendo “linchada, cancelada e vulgarizada” desde o vazamento de conversas íntimas com o banqueiro.
“Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar”, disse Graeff.
A modelo afirmou que o episódio tem sido um dos períodos mais difíceis de sua vida, afetando inclusive sua família, incluindo uma filha de 6 anos. Ela criticou o vazamento das mensagens, que considera “criminoso e conveniente”, e negou qualquer participação nos supostos esquemas do ex-namorado.
“Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente”
Graeff destacou que Vorcaro era um “empresário bem-sucedido” e “respeitado por pessoas respeitáveis”, e que o relacionamento, que durou cerca de 1 ano e 8 meses, foi principalmente à distância, com a maior parte do contato via mensagens.
“Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor”.
CPMI do INSS e convocação
O conteúdo das conversas entre Vorcaro e Graeff fez com que a modelo se tornasse alvo da CPMI do INSS, que a havia aprovado para depoimento como “testemunha direta de comunicações e encontros que misturam interesses privados de uma instituição financeira sob investigação”. A comissão considerava Graeff uma “peça-chave para desvendar a rede de influência” do grupo econômico investigado.
O depoimento, que estava marcado para segunda-feira (23), foi cancelado depois que a modelo não foi localizada pela equipe da CPMI.
Vazamentos e investigação
Mensagens entre Graeff e Vorcaro revelaram detalhes da rotina do banqueiro, incluindo informações sobre a operação de compra do Banco de Brasília (BRB) e encontros com outras pessoas.
Os vazamentos se tornaram ponto de conflito entre a CPMI e o Supremo Tribunal Federal (STF). Na quinta-feira (26), o ministro Gilmar Mendes criticou a conduta dos congressistas sobre o acesso às quebras de sigilo, afirmando que não foi republicana e exigiu pedido público de desculpas.
Em resposta, congressistas da oposição apresentaram uma queixa-crime contra Gilmar Mendes, solicitando que ele identifique quem teria violado as regras de acesso à sala-cofre do Senado, onde estavam os materiais sigilosos, incluindo conteúdos íntimos de Vorcaro. Um inquérito foi aberto para apurar as suspeitas de uso indevido de aparelhos eletrônicos e acesso a vídeos e imagens privadas do banqueiro.
*Com informações de SBT News
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