Está difícil conhecer um homem novo? Estatística do IBGE explica
Brasil tem cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens; eles são maioria em apenas dois estados
• Atualizado
A sensação de que está cada vez mais difícil conhecer um homem novo e diferente não é apenas uma impressão pessoal ou assunto restrito às rodas de conversa. Dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ajudam a explicar esse cenário e mostram que a demografia brasileira tem, sim, impacto direto nas relações afetivas.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o Brasil possui atualmente cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens. Esse desequilíbrio populacional faz com que, numericamente, as mulheres sejam maioria no país, o que naturalmente reduz as possibilidades de encontro, especialmente em determinadas faixas etárias.
A principal explicação para essa diferença está na expectativa de vida. Em média, as mulheres brasileiras vivem quase sete anos a mais do que os homens. Enquanto a expectativa feminina ultrapassa os 79 anos, a masculina gira em torno de 72. Essa disparidade faz com que, à medida que a população envelhece, a presença feminina se torne cada vez mais predominante.
Nas faixas etárias mais jovens, especialmente até o início da vida adulta, os homens ainda aparecem em número ligeiramente maior. No entanto, com o avanço da idade, esse cenário se inverte de forma progressiva. A partir da meia-idade, o número de mulheres supera o de homens com folga, e a diferença se acentua ainda mais entre os idosos.
O recorte regional também chama atenção. Em praticamente todo o território nacional, há mais mulheres do que homens. Apenas dois estados fogem à regra: Tocantins e Santa Catarina, onde a população masculina ainda é numericamente superior à feminina, segundo o IBGE.
Especialistas apontam que esse desequilíbrio pode influenciar não apenas a vida afetiva, mas também o comportamento social e os padrões de relacionamento. Em um cenário com menos homens disponíveis surgem novas dinâmicas, como relacionamentos mais tardios, maior número de pessoas solteiras e mudanças nas expectativas sobre parceria e casamento.
Ou seja, quando alguém diz que “está faltando homem”, a estatística mostra que, pelo menos do ponto de vista demográfico, essa sensação não surge do nada.
*Com informações de Metrópoles.
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