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Super Bowl: Bad Bunny exalta cultura latina; Trump dispara críticas

Cantor porto-riquenho Bad Bunny foi o primeiro artista latino da história a ser atração principal do intervalo da final da NFL. Presidente Trump chamou apresentação de 'afronta' aos EUA

• Atualizado

SBT News

Por SBT News

Bad Bunny reafirmou a América como um continente durante apresentação no Super Bowl LX | Foto: Reprodução
Bad Bunny reafirmou a América como um continente durante apresentação no Super Bowl LX | Foto: Reprodução

O cantor porto-riquenho Bad Bunny entrou para a história como o primeiro artista latino a ser a atração principal do intervalo do Super Bowl, a final da liga de futebol americano (NFL), que aconteceu neste domingo (8), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia (EUA). Logo após a apresentação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi às redes sociais e chamou de ‘afronta’.

Com uma apresentação cheia de referências e mensagens, o artista celebrou a cultura e as tradições latinas. Caminhando por cenários familiares aos países sul-americanos e acompanhado de grande grupo de dançarinos e músicos, Benito performou alguns de seus maiores sucessos ao longo de cerca de 13 minutos.

Veja como foi o show de Bad Bunny no Super Bowl

O setlist contou com ‘Baile Inolvidable’, ‘Nuevayol’, ‘Yo Perreo Sola’, ‘Safaera’, ‘Tití Me Preguntó’, ‘Café Con Ron’, ‘Monaco’, ‘El Apagón’, ‘Party’, ‘Eoo’, ‘Voy a Llevarte Pa PR’e ‘DTMF’ – faixa título de seu último álbum, “Debí Tirar Más Fotos”, vencedor de três Grammys, incluindo o de ‘Álbum do Ano’, o primeiro da história para um disco em espanhol.

Um dos gramofones, inclusive, foi entregue por Benito a um menino que, durante a apresentação, aparecia assistindo ao discurso do cantor no Grammy.

Internautas imediatamente relacionaram a criança ao pequeno Liam Conejo, de 5 anos, detido por agentes de imigração do governo Trump, o chamado ICE, durante uma ação no mês passado, em Minnesota, e libertado após uma onda de protestos.

Apesar das especulações de que se trataria do próprio Conejo, foi esclarecido que o menino era um ator mirim.

O show contou ainda com as participações de Lady Gaga, que apresentou uma versão de ‘Die With a Smile’ no ritmo de salsa, e do também porto-riquenho Ricky Martin, que performou ‘Lo Que Le Pasó a Hawaii’, canção que fala sobre colonização dos Estados Unidos. Assim como o Havaí, Porto Rico, terra natal de Benito, faz parte do território norte-americano.

Benito encerrou sua participação no Super Bowl, maior evento da TV norte-americana, com um recado claro: a América é um continente. Acompanhado de diversas bandeiras, o cantor citou cada um dos países americanos enquanto segurava uma bola de futebol americano com a frase, em inglês: “Juntos, somos América”.

Deus abençoe a América, ou seja, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, México, Cuba, República Dominicana, Jamaica, Haiti, Antilhas, Estados Unidos, Canadá, e minha pátria Porto Rico. Seguimos aqui!“, disse Bad Bunny.

Ao fim do show, no plano de fundo da apresentação, um elemento chamou a atenção e sintetizou toda a história contada por Bad Bunny ao longo do evento. O imenso telão do estádio, usado para indicar o placar dos jogos, estampava uma frase dita por Bad Bunny durante seu discurso no Grammy: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor“.

Trump critica show de Bad Bunny no Super Bowl: ‘afronta’ aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teceu críticas ao show do cantor porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl. Em publicação no domingo (8), o republicano classificou a apresentação como “a pior de todos os tempos”, dizendo representar uma afronta à ‘grandeza’ do país.

Não faz sentido, é uma afronta à Grandeza da América e não representa nossos padrões de Sucesso, Criatividade ou Excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é nojenta, especialmente para crianças pequenas que assistem de todo os Estados Unidos e do mundo todo. Este ‘show’ é apenas um ‘tapa na cara’ para o nosso país”, escreveu Trump.

A apresentação de Bunny vem sendo criticada pelo presidente desde setembro do ano passado, quando foi anunciada pela NFL. Integrantes do governo também foram contra a apresentação do cantor, classificaram a escolha como inadequada e associando o artista a posições políticas contrárias à atual política migratória.

resposta de Bad Bunny veio no Grammy, realizado no dia 1º de janeiro, do qual saiu vitorioso em três categorias, incluindo a de ‘Álbum do Ano’, o primeiro da história para um disco em espanhol.

Em seu discurso de vitória, disse “fora ICE”, sigla que se refere ao Serviço de Alfandega e Imigração norte-americano. A divisão é alvo de críticas mundiais devido às fiscalizações violentas contra imigrantes ilegais.

O show de domingo (8) não foi diferente. Apesar de não citar Trump ou o ICE, Bunny fez uma apresentação politizada, cantando, inclusive, a canção ‘Lo Que Le Pasó a Hawaii’, que fala sobre a colonização dos Estados Unidos.

Acompanhado de diversas bandeiras, o cantor terminou o show citando cada um dos países americanos enquanto segurava uma bola de futebol americano com a frase, em inglês: “Juntos, somos América”.

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