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Novas alegações

Estudo aponta que morte de Kurt Cobain pode ter sido forjada

Relatório científico questiona versão oficial após nova perícia

• Atualizado

Redação

Por Redação

Estudo aponta que morte de Kurt Cobain pode ter sido forjada – Imagem: reprodução/ The New Yorker
Estudo aponta que morte de Kurt Cobain pode ter sido forjada – Imagem: reprodução/ The New Yorker

A morte de Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana, voltou a ser debatida 31 anos depois. Um novo estudo forense levanta a hipótese de homicídio, contrariando a conclusão oficial de suicídio divulgada em 1994.

Cobain morreu em 5 de abril de 1994, aos 27 anos, em sua casa em Seattle, nos Estados Unidos. Na época, o Gabinete do Médico Legista do Condado de King concluiu que ele havia cometido suicídio por disparo de arma de fogo, com uma espingarda Remington Modelo 11 calibre 20.

Agora, uma equipe privada de cientistas forenses reanalisou a autópsia e os materiais da cena da morte. Após três dias de avaliação, os especialistas afirmam que há indícios médicos e circunstanciais que não seriam compatíveis com uma morte imediata causada por um tiro, levantando a possibilidade de que o músico tenha sido assassinado.

O relatório foi publicado no International Journal of Forensic Science e passou por revisão por pares. O artigo apresenta dez pontos de evidência que sustentam a hipótese de que Cobain teria sido incapacitado por uma overdose de heroína antes de ser baleado. Segundo o estudo, um ou mais agressores teriam forçado a overdose, disparado contra o cantor, colocado a arma em seus braços e deixado uma carta de suicídio falsificada.

À época da investigação original, a polícia afirmou que Cobain teria injetado em si uma quantidade de heroína dez vezes maior do que a normalmente consumida até mesmo por usuários frequentes.

Novas alegações

O novo relatório aponta que as mangas da camisa de Cobain estavam arregaçadas e que o kit de heroína foi encontrado a alguns metros de distância do corpo. O conjunto continha seringas com tampa, cotonetes e pedaços de heroína preta de tamanho semelhante.

Para a pesquisadora independente Michelle Wilkins, que participou da análise ao lado do especialista Brian Burnett, a organização da cena levanta dúvidas. “Supõe-se que devamos acreditar que ele fechou as agulhas e colocou tudo de volta em ordem depois de se injetar três vezes. Suicídios são complicados, e esta foi uma cena muito limpa”, afirmou.

Wilkins também destacou que a autópsia apresenta sinais de que Cobain não morreu rapidamente após o disparo. Entre eles, estariam danos em órgãos associados à privação de oxigênio. “A necrose do cérebro e do fígado ocorre em uma overdose. Não ocorre em uma morte por espingarda”, disse.

Análise da autópsia

Segundo a nova avaliação, o laudo original registrou líquido nos pulmões, hemorragia nos olhos e danos no cérebro e no fígado. Para a equipe forense, esses achados seriam mais compatíveis com uma overdose, que provoca respiração lenta e redução do fluxo sanguíneo, do que com uma morte instantânea por tiro.

Os pesquisadores afirmam ainda que o sangramento ocular e os danos aos órgãos indicariam falta de oxigenação antes do disparo fatal. Em mortes por tiro na cabeça, é comum a presença de sangue nas vias respiratórias, algo que, segundo eles, não foi descrito no laudo original.

Wilkins defende que Cobain pode ter ficado fisicamente incapacitado antes de morrer. “Ele estava morrendo de overdose, mal conseguia respirar, o sangue não circulava bem”, afirmou. Ela também questionou a possibilidade de o músico, em coma, conseguir manusear a arma. “É inacreditável”, disse.

Caso não será reaberto

Apesar das novas alegações, o Instituto Médico Legal do Condado de King informou ao jornal Daily Mail que o caso não será reaberto. Em nota, o órgão afirmou que a investigação original seguiu todos os procedimentos e que, até o momento, não surgiram evidências suficientes para mudar a conclusão de suicídio.

*Com informações de Estadão.

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