Entenda a doença que matou o ator Eric Dane de Grey’s Anatomy
O artista havia revelado, há cerca de 10 meses, o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa progressiva e rara
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O ator Eric Dane, conhecido mundialmente por interpretar o cirurgião plástico Mark Sloan na série Grey’s Anatomy, morreu nesta quinta-feira (19), aos 53 anos. O artista havia revelado, há cerca de 10 meses, o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa progressiva e rara.
Eric Dane ganhou destaque internacional ao integrar o elenco de Grey’s Anatomy, onde viveu o carismático Dr. Mark Sloan, também apelidado de “McSteamy”. A série se tornou um dos maiores sucessos da televisão mundial, consolidando a carreira do ator.
Em comunicado, a família destacou que, durante o período em que conviveu com a doença, Dane se tornou um defensor ativo da conscientização e da pesquisa sobre a ELA. “Ao longo de sua jornada com a ELA, Eric tornou-se um defensor apaixonado da conscientização e da pesquisa, determinado a fazer a diferença para outras pessoas que enfrentam a mesma luta”, afirmou a nota.
A condição enfrentada pelo ator é a mesma que acometeu o físico britânico Stephen Hawking, que morreu em 2018.
O que é Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) que matou Eric Dane de Grey’s Anatomy?
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores, células do cérebro e da medula espinhal responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários.
O neurocirurgião Lucas Corrêa explica que com o tempo, a doença desgasta e mata os neurônios, impedindo que o cérebro envie comandos aos músculos. Como consequência, o paciente passa a apresentar fraqueza muscular progressiva, perda de mobilidade, dificuldade para falar e engolir e, nos estágios mais avançado, pode causar paralisia total.
Principais sintomas da ELA
Lucas explica que entre os sintomas mais comuns estão gagueira, cãibras musculares, contrações musculares involuntárias, problemas de dicção, com fala lenta ou arrastada, alterações na voz e ronquidão e perda de peso.
Quem pode desenvolver a ELA?
O médico desta que ELA é considerada rara, com incidência média de dois a cinco casos por 100 mil habitantes. A doença é mais comum em homens e costuma se manifestar entre 55 e 75 anos.
A origem exata ainda é desconhecida. No entanto, fatores genéticos estão presentes em cerca de 10% dos casos. Também há estudos que apontam possíveis relações com desequilíbrio químico no cérebro, como níveis elevados de glutamato e doenças autoimunes.
Existe tratamento para ELA?
Corrêa pondera que atualmente, não há cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica. O tratamento é voltado para o controle dos sintomas e para retardar a progressão da doença, buscando garantir mais qualidade de vida ao paciente.
Segundo o Sistema Único de Saúde (SUS) cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos depois do diagnóstico. Porém, os medicamentos e tratamentos são apenas paliativos, para ajudar a melhorar a qualidade de vida e a retardar a evolução da doença. Entre as alternativas para retardar o avanço da ELA está fisioterapia, fonoaudiologia e acompanhamento psicológico, tanto para o paciente, como também para os familiares.
Em 2014 o Ministério da Saúde ampliou a assistência às pessoas com doenças raras ao instituir a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, que inclui a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O Protocolo Clínico e as Diretrizes Terapêuticas da doença foram atualizados em novembro de 2015, com o objetivo de padronizar o diagnóstico e o tratamento no SUS.
A trajetória do ator Eric Dane, de Grey’s Anatomy, foi reconhecida na teledramaturgia americana também por outras obras, como Euphoria.
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