Desafios para garantir a segurança alimentar são discutidos em evento na Capital
Criação de um plano de segurança alimentar para os moradores da capital foi principal reivindicação de evento na última quarta-feira (23)
• Atualizado
Apesar dos índices abaixo da média do país, Santa Catarina tem mais de 900 mil pessoas em insegurança alimentar, de acordo com dados do IIº Inquérito Vigisan. Com a segunda cesta básica mais cara dentre as capitais do Brasil, Florianópolis não foge dessa estatística, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A prefeitura municipal tem realizado ações importantes para amenizar esse problema, como a inauguração do Restaurante Popular, em julho deste ano. Para fortalecer o pedido por um Plano de Segurança Alimentar da cidade, o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Florianópolis (Comseas) promoveu, na última quarta-feira (23), o evento “Você tem fome de quê?”, no pátio do Restaurante Popular.

A programação do evento contou com batalha temática de rap, exposição do histórico de políticas públicas voltadas à segurança alimentar e roda de conversa sobre o tema. “Quisemos focar no fortalecimento do sistema e, principalmente, dar voz para movimentos que não fazem parte do Comseas de trazerem suas reivindicações e os desafios para garantirem a segurança alimentar dentro das suas comunidades”, explicou Aline Maria Salami, presidente do Comseas. Participaram do evento Leonel Camasão, vereador suplente, integrantes da equipe do deputado estadual eleito Marquito de Abreu e do prefeito Topázio Neto, assim como representantes de agricultores, pescadores e do Movimento Pop Rua.
Cozinhas solidárias
Enquanto o novo Plano é discutido, iniciativas criadas e mantidas pela sociedade civil, como as cozinhas solidárias – que produzem e distribuem marmitas gratuitamente para a comunidade – seguem sendo essenciais para garantir a alimentação da população florianopolitana, especialmente para quem mora longe do centro da cidade.
“As cozinhas solidárias e comunitárias têm um papel fundamental quando estamos falando de levar alimentação de verdade para uma parcela da população que não é contemplada por essas políticas públicas”, explicou Cristiano Ogasavara Simões, integrante do conselho da comissão de abastecimento do Comseas/SC e criador do Solidariedade em Dobro, projeto social que compra produtos de pequenos agricultores urbanos a partir de doações da comunidade e distribui para cozinhas solidárias. Ele completa: “Essas cozinhas ainda priorizam que a compra de alimentos seja feita de pequenos agricultores da região, o que ajuda a escoar essa produção e movimentar a economia local”.
Projeto Solidariedade em dobro
O Solidariedade em Dobro é um projeto social que surgiu em 2020, durante o auge da pandemia causada pela Covid-19, com o objetivo de ajudar pessoas em situação de insegurança alimentar, assim como pequenos produtores agrícolas, muito afetados pela pandemia. Em dois anos, o projeto já arrecadou quase 7 toneladas de alimentos, que foram entregues para cinco cozinhas solidárias da Grande Florianópolis.
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