Florianópolis reinaugura monumento histórico açoriano
Obra histórica que celebra a imigração açoriana em Santa Catarina volta a ser entregue à comunidade após processo de restauração
• Atualizado
O Monumento aos 250 Anos do Povoamento Açoriano em Santa Catarina será reinaugurado nesta quinta-feira (5), às 11h30, em cerimônia promovida pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, por meio da Fundação Franklin Cascaes.
A obra, que passou por um processo de restauração ao longo de 2025, volta a ser entregue à comunidade como símbolo da ocupação definitiva do litoral catarinense e da valorização da herança cultural deixada pelos imigrantes açorianos no estado.
Obra e autoria
Esses imigrantes vieram das ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, São Jorge, Graciosa, Pico, Faial, Flores e Corvo, deixando marcas profundas na formação social, cultural e econômica de Santa Catarina.
Preservação da memória
Inaugurado originalmente em 31 de agosto de 1996, o monumento é assinado pelo artista Guido Heuer. O projeto foi selecionado por meio de um concurso nacional promovido pelo Departamento Artístico e Cultural da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), como parte das celebrações dos 250 anos da chegada dos primeiros casais açorianos à região.
Segundo o secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Roberto Katumi, a reinauguração integra a política de preservação dos marcos históricos da cidade.
“A manutenção desse monumento é importante para preservar uma das influências que formam a cultura da nossa cidade. Essa obra é um registro físico de um período fundamental da nossa história”, afirmou.
Contexto histórico
A migração açoriana para o Sul do Brasil teve início em 1746, durante o reinado de Dom João V. Entre 1748 e 1754, cerca de seis mil açorianos desembarcaram em Santa Catarina, estabelecendo costumes, tradições e modos de vida que permanecem vivos até hoje, especialmente no litoral do estado.
O monumento marca os 250 anos desse processo migratório, celebrados originalmente em 1996, e reforça a importância da memória histórica para as novas gerações.
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