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ELES ESTÃO VIVOS

Consumo de livros cresce e atinge 18% da população

Pesquisa mostra avanço do mercado editorial em 2025, com destaque para jovens e influência das redes sociais

• Atualizado

Agência Brasil

Por Agência Brasil

Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil
Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil

Rolando a tela de redes sociais, as recomendações estão lá. O consumo de livros no Brasil voltou a crescer em 2025 e já alcança 18% da população adulta. É o que aponta uma pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen BookData.

De acordo com o levantamento, brasileiros com mais de 18 anos que compraram ao menos um livro, seja impresso ou digital, somam cerca de 3 milhões de novos consumidores em relação a 2024. O avanço representa um aumento de dois pontos percentuais no período.

Segundo a presidente da entidade, Sevani Matos, o crescimento demonstra que o livro segue relevante no país e ainda há espaço para expansão do mercado editorial. Ela destaca que o resultado é fruto de um ecossistema que envolve editoras, livrarias, autores, influenciadores e políticas públicas de incentivo à leitura.

Falta de acesso e preço ainda são barreiras

Apesar do avanço, o estudo também revela desafios importantes. Entre os brasileiros que não compraram livros em 2025, cerca de 35 milhões apontaram a falta de livrarias ou pontos de venda próximos como principal obstáculo. Já para 35% dos não consumidores, o preço dos livros é um fator limitante.

Outros dados chamam atenção para o impacto da pirataria. Cerca de 16,3% afirmaram ter baixado livros digitais gratuitos e 16,1% disseram acessar arquivos em PDF. Para especialistas, esse comportamento indica uma demanda reprimida que pode ser convertida em consumo formal no futuro.

Jovens impulsionam crescimento

O maior avanço no consumo foi registrado entre jovens de 18 a 34 anos, com crescimento de 3,4 pontos percentuais. O fenômeno está diretamente ligado à influência das redes sociais, que têm ampliado o acesso à literatura por meio de recomendações e comunidades virtuais.

As mulheres lideram o consumo, representando 61% do total de leitores. Entre os recortes analisados, as mulheres negras da classe C aparecem como o maior grupo consumidor do país, com 15% do total.

Redes sociais e tendências de leitura

A pesquisa mostra ainda que 56% dos consumidores compram livros por meio das redes sociais. As mulheres entre 25 e 54 anos concentram a maior parte dessas compras.

Entre os formatos, o livro impresso segue predominante. Na última compra, 80% dos consumidores optaram por exemplares físicos, enquanto 20% adquiriram versões digitais.

Os dados também indicam que 70% dos leitores acompanham lançamentos, principalmente por sites de compras, indicações de pessoas próximas, livrarias e criadores de conteúdo.

Livrarias seguem relevantes

Mesmo com o avanço do digital, as livrarias continuam tendo papel importante na experiência de compra. Para 53% dos consumidores, esses espaços são locais de lazer e descoberta, enquanto 46% associam as livrarias ao contato com cultura e conhecimento.

Na última compra de livros impressos, 53% foram feitas online e 47% em lojas físicas, mostrando um equilíbrio entre os dois formatos.

O levantamento reforça que o livro vai além de um produto e representa uma experiência cultural, destacando a importância de fortalecer livrarias, bibliotecas e políticas públicas para garantir a continuidade do crescimento do setor.

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