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PROGRESSÃO DE PENA

Condenado pelo incêndio da boate Kiss passa ao semiaberto

Ex-sócio da boate, Mauro Hoffmann teve progressão de regime autorizada pela Justiça; músico da banda recebeu livramento condicional

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: Divulgação/MPRS
Foto: Divulgação/MPRS

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul autorizou a progressão de regime de Mauro Hoffmann, ex-sócio da boate envolvido no incêndio que matou 242 pessoas em 2013. Com a decisão, ele passa do regime fechado para o regime semiaberto. Hoffmann foi condenado a 12 anos de prisão pelas mortes provocadas pelo incêndio na casa noturna.

Entre as condições impostas pela Justiça estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e a possibilidade de continuar trabalhando.

Segundo o tribunal, o pedido teve parecer favorável do Ministério Público. A defesa do ex-sócio afirma que todos os requisitos legais foram cumpridos e que ele segue respeitando as determinações impostas pela Justiça.

Músico recebe livramento condicional

A Justiça também concedeu livramento condicional a Marcelo de Jesus dos Santos, músico da banda que se apresentava na noite da tragédia.

Com o benefício, ele deixa de usar tornozeleira eletrônica, mas ainda precisa cumprir algumas condições, como manter trabalho, comunicar mudança de endereço e se apresentar periodicamente à Justiça.

De acordo com a defesa, a medida foi concedida por bom comportamento e cumprimento de parte da pena.

Outro condenado já está em regime aberto

Outro réu condenado no caso, o também ex-sócio da boate Elissandro Spohr, já havia progredido para regime aberto no ano passado.

Ele permanece monitorado e obrigado a manter vínculo de trabalho, além de comparecer regularmente ao Judiciário.

Relembre a tragédia

O incêndio na Boate Kiss ocorreu em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Na ocasião, um artefato pirotécnico utilizado durante o show da banda atingiu o teto da casa noturna, provocando o incêndio.

A tragédia deixou 242 mortos e mais de 600 feridos, sendo considerada uma das maiores tragédias da história do Brasil.

Em janeiro de 2026, o episódio completou 13 anos.

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