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Vulnerabilidade

Com fome, criança de 11 anos liga para a polícia e pede ajuda em BH

Na ligação, a criança é sincera, diz que tem cinco irmãos e não há comida em casa, só farinha e fubá

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O pedido de ajuda genuíno da criança Pedido gerou uma rede de ajuda à família | Reprodução/PMMG
O pedido de ajuda genuíno da criança Pedido gerou uma rede de ajuda à família | Reprodução/PMMG

Um pedido de ajuda feito por uma criança ao 190 na terça-feira (2) sensibilizou policiais do 35º Batalhão da Polícia Militar de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e outras milhares de pessoas. Miguel Barros, de 11 anos, apelou para as autoridades para tentar dar fim a um situação que afligia ele, a mãe e os irmãos há dias: a fome. 

Na ligação, a criança é sincera, diz que tem cinco irmãos e não há comida em casa, só farinha e fubá. “Estou com fome. Nada pra comer, desde cedo”, afirmou. Suspeitando de maus-tratos, ao chegar no local, os agentes encontraram uma casa limpa e arrumada e crianças bem cuidadas. Aos policiais, a mãe, Célia Arquimino Barros, de 46 anos, contou que o filho a viu chorando e disse ‘mãe, eu sei quem vai nos ajudar: a polícia’.

De acordo com a Polícia Militar, Célia tentava driblar a fome dos filhos com água e fubá. Beneficiária do auxílio emergencial, ela não pode sair para trabalhar porque não consegue vaga para os filhos nas unidades municipais de Educação Infantil (Umeis). 

Sensibilizados com a situação, os agentes se uniram para comprar uma cesta básica para que mãe pudesse alimentar a família. Mas ao compartilhar a história com o dono do mercado, foram surpreendidos por mais um gesto de solidariedade.

O homem doou os mantimentos. Logo a história se espalhou e mobilizou centenas de pessoas nos últimos dias. Quem desejar contribuir, pode se encaminhar até o 35° Batalhão da Polícia Militar e entregar doações. 

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