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MEDO

Catarinense relata tensão após ataques em Dubai

Sandro Silva estava em conexão nos Emirados Árabes quando aeroporto foi fechado após ofensiva envolvendo Irã, EUA e Israel

• Atualizado

Sofia Gonzalez

Por Sofia Gonzalez

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um morador de Santa Catarina viveu momentos de incerteza durante uma viagem internacional em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. O catarinense Sandro Silva estava em conexão em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, quando a cidade entrou em alerta após ataques ligados ao conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Sandro saiu de Florianópolis com destino ao Vietnã e aproveitava uma conexão mais longa para conhecer pontos turísticos da cidade. Durante o passeio, o guia local decidiu encerrar a atividade após receber a informação de que uma base americana no Bahrein havia sido alvo de ataque.

“Voltamos imediatamente para o hotel”, relatou.

Segundo ele, pouco depois, fragmentos de um míssil atingiram a região turística conhecida como Palm Jumeirah. Um dos estilhaços teria alcançado a área de um hotel próximo ao local visitado pelo grupo.

Veja o relato em vídeo:

Alerta no celular e aeroporto fechado

Durante a madrugada, Sandro e outros hóspedes receberam uma mensagem de alerta do governo dos Emirados Árabes Unidos orientando que permanecessem nos locais de hospedagem, já que a cidade poderia ser alvo de novos ataques.

Ele afirma que fragmentos também atingiram o terminal 3 do Aeroporto Internacional de Dubai, o que levou ao fechamento temporário das operações. Desde então, voos não estavam pousando ou decolando, interrompendo a viagem do catarinense.

Apesar do susto, Sandro descreve a situação atual como tranquila.

“Não há bombardeios acontecendo agora. Foram três ou quatro fragmentos que atingiram pontos da cidade. No mais, está tudo calmo”, afirmou.

Interceptações de mísseis e drones

Informações divulgadas pelo Ministério da Defesa dos Emirados indicam que a maior parte dos projéteis foi interceptada. Segundo o governo local, 137 mísseis balísticos teriam sido lançados contra o país, com 132 destruídos e cinco caindo no mar. Também foram identificados 209 drones, dos quais 195 teriam sido interceptados.

De acordo com as autoridades, parte dos danos registrados decorre de estilhaços resultantes dessas interceptações. O governo condenou os ataques e classificou a ofensiva como uma escalada perigosa.

Contexto da escalada

A tensão na região aumentou após o Irã reagir a ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos.

As Forças de Defesa de Israel informaram que mísseis foram lançados em direção ao território israelense, com sirenes acionadas em diversas áreas. A escalada ocorre em meio a impasses sobre o programa nuclear iraniano.

O presidente norte-americano Donald Trump voltou a pressionar Teerã por um novo acordo nuclear, afirmando que os Estados Unidos não permitirão que o país desenvolva arma atômica.

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