Morador de SC é preso por racismo em camarote de Salvador
Funcionárias afirmam que foram chamadas de “pretas”, “macacas” e “escravas”
• Atualizado
Um morador de Santa Catarina foi preso em flagrante acusado de racismo contra duas funcionárias que trabalhavam em um camarote na Barra, em Salvador. O caso aconteceu na madrugada de terça (17) para quarta-feira (18), e a prisão foi convertida em preventiva após audiência de custódia. Ele deve ser transferido para o sistema prisional ainda nesta quinta-feira (19).
Segundo as vítimas, o homem ficou revoltado ao ser informado de que não poderia usar o banheiro acompanhado de outras pessoas, regra estabelecida pelo camarote. Após insistir e discutir com funcionários, ele teria passado a ofender as trabalhadoras com palavras racistas, chamando-as de “pretas”, “macacas” e “escravas”, além de afirmar que, por ser do Sul, teria “mais direito” de estar no local.
As duas mulheres relataram que estavam trabalhando quando foram alvo das ofensas. Elas afirmaram que outros foliões que presenciaram a situação prestaram apoio e se colocaram à disposição para testemunhar. Um policial civil que estava no camarote realizou a prisão em flagrante e conduziu o suspeito à delegacia.
O homem tem de 47 anos e é natural de Itajaí (SC). Segundo informações da polícia, ele trabalha como petroleiro. Em depoimento, ele negou ter cometido ato racista e afirmou que apenas reclamava por não poder usar o banheiro como queria.
De acordo com os advogados das vítimas, testemunhas já foram apresentadas e outras pessoas que estavam no camarote também podem depor. Após a audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão e determinou a transferência dele para o Centro de Observação Penal (COP), no Complexo da Mata Escura, onde deve permanecer à disposição da Justiça.
*Com informações de TV Aratu
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