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Avanços

Cão Orelha: Polícia Civil indicia três familiares de adolescentes e apresenta avanços da investigação durante coletiva

O encontro foi realizado no auditório da Delegacia-Geral da Polícia Civil, em Florianópolis

• Atualizado

Redação

Por Redação

Cão Orelha: Polícia Civil indicia três familiares de adolescentes e apresenta avanços da investigação durante coletiva | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Cão Orelha: Polícia Civil indicia três familiares de adolescentes e apresenta avanços da investigação durante coletiva | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil de Santa Catarina realizou na manhã desta terça-feira (27), uma coletiva de imprensa para apresentar os avanços da investigação sobre maus-tratos contra o cão Orelha. O encontro foi realizado no auditório da Delegacia-Geral da Polícia Civil, em Florianópolis.

Durante a coletiva, a Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três familiares (dois pais e um tio – advogado e empresário) dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, por coação de testemunha. Também informaram que não existe vídeo do dia do crime. Existe uma foto divulgada em grupo, na qual não é do momento do crime, mas é relacionada aos adolescentes.

Além disso, a investigação segue em duas linhas separadas – uma relacionada às agressões ao cão Orelha e ao Caramelo, além de furtos relacionado a uma barraca e depredação de patrimônio, envolvendo os adolescentes e outra relacionada a coação.

Sobre a morte do Cão Orelha

Segundo informações apuradas pela equipe do SCC10, no início do mês, após desaparecer por dois dias, o cão comunitário Orelha reapareceu gravemente ferido. Ele foi resgatado e levado ao atendimento veterinário, mas, diante da gravidade das lesões e do sofrimento, precisou ser sacrificado. Exames e avaliações descartaram atropelamento e apontaram que os ferimentos foram causados por agressões.

Orelha viveu por cerca de 10 anos nos arredores da Praia Brava e era cuidado de forma coletiva pela comunidade. Moradores se revezavam na alimentação, limpeza das casinhas improvisadas, troca de cobertores e acompanhamento do dia a dia do animal, que se tornou parte da rotina do bairro.

Segundo investigações da Polícia Civil (PC), o cão foi vítima de violência cometida por quatro adolescentes. A PC informou que dois deles estão em Santa Catarina e os outros dois estão nos Estados Unidos (EUA) em uma “viagem programada”.

Polícia Civil de SC faz buscas nas casas dos adolescentes envolvidos na agressão

Ainda de acordo com a apuração do SCC10, a Polícia Civil de Santa Catarina fez buscas nas casas dos adolescentes envolvidos na agressão do cão Orelha, em Florianópolis. A ação ocorreu na manhã de segunda-feira (26), em cumprimento a quatro mandados de buscas.

Em uma das casas, foi encontrada uma porção de droga (não identificada). Além disso, nas residências foram apreendidos celulares e telefones. Nenhum dos adolescentes chegou a ser apreendido.

A investigação segue em sigilo, com oitivas já realizadas. Crimes conexos envolvendo possíveis coações de testemunhas por pessoas maiores de idade também estão sendo apurados por delegacia especializada.

O caso passou a ser acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina, que vai analisar os autos após a conclusão das investigações para definir as providências cabíveis, conforme as responsabilidades apuradas.

Em nota divulgada no último domingo (25), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que acompanha o caso. “Diversas pessoas já foram ouvidas, e novas oitivas estão previstas para os próximos dias, conforme o avanço da investigação e a consolidação dos elementos reunidos pela autoridade policial“, diz o texto.

O MPSC também informou que “a expectativa é de que, nos próximos dias, Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso conclua a fase de coleta de depoimentos e encaminhe o procedimento ao Ministério Público. A partir disso, a 10ª Promotoria de Justiça deverá ouvir os adolescentes supostamente envolvidos, analisar os elementos reunidos e avaliar os encaminhamentos cabíveis, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Lei defende os cães comunitários em Santa Catarina

O governador Jorginho Mello (PL) sancionou a lei que estabelece políticas de proteção a cães e gatos comunitários. A lei determina que o acompanhamento sanitário e a proteção desses animais são deveres do Estado.

De acordo com o texto, de autoria do deputado Marcius Machado (PL), o animal comunitário é definido como aquele que, embora não possua um tutor formal e único, mantém laços de dependência, afeto e cuidado com pessoas de uma determinada localidade.

Mário Motta apresenta Lei Orelha

O deputado estadual Mário Motta (PSD) apresentou na segunda-feira (26) projeto de lei conhecido como Lei Orelha, que propõe mudanças na responsabilização administrativa em casos de maus-tratos contra animais praticados por menores de idade.

Segundo o deputado, a proposta prevê multa aos pais ou responsáveis. O projeto também estabelece multa em dobro nos casos de lesão grave ao animal e em triplo quando houver morte.

“Não é sobre vingança. É sobre fazer o que está ao nosso alcance, com seriedade, para proteger os animais e transformar indignação em prevenção”, disse Mário Motta (PSD).

O projeto agora segue para tramitação na Assembleia Legislativa, onde será analisado pelas comissões permanentes antes de ir a plenário.


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