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REPERCUSSÃO

Cão Orelha: manifestação em SP cobra justiça por morte brutal

Manifestantes se reuniram na Avenida Paulista para pedir punição pelo assassinato do cão comunitário morto em Florianópolis

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: Redes Sociais/ Sputnik Brasil
Foto: Redes Sociais/ Sputnik Brasil

Manifestantes se reuniram na manhã deste domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo, para cobrar justiça pela morte do Cão Orelha, animal comunitário assassinado em Florianópolis, em um caso que gerou comoção nacional. O protesto ocorreu em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e reuniu defensores da causa animal e moradores indignados com o crime.

As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal Metrópoles, que acompanhou a mobilização e ouviu participantes do ato. Além de São Paulo, manifestações também foram registradas no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Durante o protesto, manifestantes destacaram que o caso do Cão Orelha escancara a gravidade dos crimes de maus-tratos contra animais. “O ato é importante não só pelo Orelha, mas por todos os animais. Animal não é coisa. Precisa ser tratado com respeito e dignidade”, afirmou o advogado Paulo Henrique de Oliveira, em entrevista ao Metrópoles.

Outro participante, Vinícius Camargo, morador de São José dos Campos, disse estar chocado com a violência. “É inconcebível imaginar que alguém consiga fazer maldade com um ser que só merece carinho”, declarou.

Para Márcio Moreira, coordenador de voluntários do Instituto Ampara Animal, o crime precisa ser tratado com mais rigor. “Não é um crime pequeno. É muito sério e precisa ser levado dessa forma pelas autoridades”, afirmou.

Morte do Cão Orelha

O Cão Orelha vivia há cerca de 10 anos na Praia Brava, em Florianópolis, onde era conhecido como mascote da região. Segundo as investigações, ele desapareceu e foi encontrado ferido e agonizando por um dos cuidadores. Diante da gravidade das lesões, o animal precisou ser submetido à eutanásia.

O caso avançou nesta semana após uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina, que cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados a maus-tratos e coação no curso do processo. Além de adolescentes, três adultos, familiares dos suspeitos, foram indiciados por coagir testemunhas.

Em coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, defendeu mudanças na legislação para endurecer punições em casos envolvendo adolescentes. O Ministério Público de Santa Catarina informou que aguarda a conclusão do inquérito para definir os próximos encaminhamentos.

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