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crise de soluços

Bolsonaro volta a passar mal na Papudinha

Ex-presidente teve forte crise de soluços e segue sendo monitorado na unidade prisional

• Atualizado

Redação

Por Redação

Bolsonaro volta a passar mal na Papudinha | Foto: Ton Molina/STF
Bolsonaro volta a passar mal na Papudinha | Foto: Ton Molina/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal na tarde desta segunda-feira (16) no complexo da Papudinha, onde está preso desde janeiro. A informação foi divulgada pelo ex-vereador Carlos Bolsonaro nas redes sociais e confirmada pelo SBT News com fontes, que relataram que Bolsonaro teve uma forte crise de soluços.

Segundo Carlos, o ex-presidente está sendo acompanhado pela equipe médica da unidade prisional. Médicos particulares também foram comunicados. Em publicação, ele afirmou que Bolsonaro “passou mal novamente” e segue sendo monitorado, mas disse não ter mais informações sobre o quadro.

Ainda nesta segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve enviar manifestação sobre o laudo médico elaborado pela Polícia Federal a respeito da saúde do ex-presidente. No parecer, o procurador-geral Paulo Gonet deve se posicionar sobre se a Papudinha mantém estrutura adequada para a detenção.

O relatório da Polícia Federal concluiu que a unidade possui condições suficientes para atender às necessidades de saúde de Bolsonaro, como uso contínuo de CPAP para tratamento da apneia do sono, dieta fracionada, controle da pressão arterial e acesso a exames laboratoriais. Segundo a perícia médica, ele tem sete doenças crônicas, todas sob controle clínico.

A defesa do ex-presidente voltou a pedir prisão domiciliar humanitária. Os advogados alegam que Bolsonaro apresenta “progressiva deterioração do quadro médico” devido às crises de soluço e às sequelas das cirurgias no intestino realizadas após a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.

Com base em parecer do médico Claudio Birolini, que acompanha o ex-presidente, a defesa afirma que o Estado não pode esperar um “evento irreversível” e sustenta que a manutenção da vida de Bolsonaro depende de um protocolo médico complexo, que, segundo os advogados, não seria compatível com o ambiente prisional.

“Do ponto de vista estritamente médico, o ambiente de custódia carcerária eleva, de maneira concreta, o risco de descompensação aguda, pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, crises hipertensivas, eventos tromboembólicos, arritmias, novos traumatismos cranioencefálicos e até morte súbita”, diz a defesa.

*Com informações de SBT News.

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