Bolsonaro pede a Moraes visita de assessor ligado a Trump
Defesa de Jair Bolsonaro pede ao ministro Alexandre de Moraes autorização para visita de Darren Beattie, assessor do governo Donald Trump
• Atualizado
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorização para que o ex-mandatário receba a visita do assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.
Segundo o pedido apresentado ao STF, Beattie, que atua como Senior Advisor for Brazil Policy no Departamento de Estado norte-americano e é conselheiro do presidente Donald Trump, cumprirá agenda oficial no Brasil e permanecerá em Brasília por um curto período.
De acordo com a defesa, essa limitação de agenda inviabiliza a visita nos dias tradicionais de visitação da unidade prisional, que ocorrem às quartas-feiras e sábados. Por isso, os advogados solicitaram autorização excepcional para que o encontro ocorra no dia 16 de março, à tarde, ou no dia 17 de março, pela manhã ou início da tarde.
No pedido, a defesa afirma que situações semelhantes já foram autorizadas anteriormente pelo relator do caso.
“Registre-se que esta relatoria já reconheceu, nos presentes autos, a possibilidade de adequação pontual do regime de visitas”, diz o documento encaminhado ao STF.
Os advogados também pediram autorização para que o assessor norte-americano esteja acompanhado de um intérprete, já que Bolsonaro não possui plena fluência em inglês.
“Requer-se autorização para que o visitante esteja acompanhado de intérprete, a fim de viabilizar a adequada comunicação durante a visita”, afirma o pedido.
Darren Beattie já criticou Alexandre de Moraes
Darren Beattie foi recentemente designado como assessor sênior para políticas públicas relacionadas ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Identificado com posições da extrema-direita, ele ganhou notoriedade ao fazer críticas públicas ao ministro Alexandre de Moraes. Em declarações anteriores, Beattie chegou a classificá-lo como “principal arquiteto da censura e perseguição” contra Jair Bolsonaro.
O assessor também se envolveu em uma controvérsia diplomática com o Itamaraty no ano passado. Na ocasião, afirmou que o governo Trump estaria impondo consequências a Moraes e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em razão de supostos ataques contra Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio entre Brasil e Estados Unidos.
As declarações levaram o Ministério das Relações Exteriores a convocar o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos. As informações foram divulgadas inicialmente na coluna do jornalista Leandro Magalhães, do SBT News.
*Texto com informações do SBT News
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