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ENERGIA LIMPA

Biopower, da JBS, investe R$ 140 milhões e aumenta produção de biodiesel em Mafra

O investimento visa a eficiência produtiva e a ampliação da capacidade de atendimento à demanda por biocombustíveis

• Atualizado

Pedro Corrêa

Por Pedro Corrêa

Biopower, da JBS, investe R$ 140 milhões e aumenta produção de biodiesel em Mafra | Foto: divulgação
Biopower, da JBS, investe R$ 140 milhões e aumenta produção de biodiesel em Mafra | Foto: divulgação

A Biopower, empresa da JBS Novos Negócios especializada na produção de biodiesel, anunciou um investimento de R$ 140 milhões em modernização e inovação tecnológica em suas três usinas no país, com destaque para a unidade de Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina. O aporte é o maior realizado desde a construção da planta catarinense, em 2021, e marca o início de um novo ciclo de crescimento alinhado à transição energética nacional.

Conforme a JBS, o investimento tem como objetivo o aumento da eficiência produtiva e a ampliação da capacidade de atendimento à demanda por biocombustíveis e energia limpa, impulsionada pela política nacional que prevê a elevação gradual da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, chegando a 20% (B20) até 2030. Atualmente, a mistura está em 15%.

Tecnologia limpa e mais produtividade

Entre as principais iniciativas desta produção, está a implementação da tecnologia de esterificação enzimática, um processo inovador que substitui catalisadores químicos tradicionais por enzimas de alta eficiência. A JBS explica que a nova tecnologia permite ganhos relevantes de produtividade, maior flexibilidade no uso de matérias-primas, como sebo bovino e óleo de cozinha usado, e a conversão de subprodutos que antes eram comercializados separadamente em mais biodiesel.

Segundo a empresa, a implantação do projeto começa ainda em 2026, com conclusão prevista para meados do ano. Segundo a Biopower, o novo processo torna a produção mais limpa, precisa e alinhada às exigências ambientais globais.

“Investimos para aprimorar ainda mais um produto que já tem reconhecimento de excelência no mercado e para nos mantermos na vanguarda de um setor em plena expansão”, afirma Alexandre Pereira, diretor da Biopower. “Essa modernização nos dará mais eficiência e elasticidade produtiva, garantindo competitividade para atender a uma demanda que tende a crescer de forma consistente”, completa.

Unidade de Mafra atinge 1 bilhão de litros produzidos

O anúncio do investimento ocorre em um momento simbólico para a operação catarinense. A unidade de Mafra atingiu recentemente a marca de 1 bilhão de litros de biodiesel produzidos, resultado alcançado em menos de três anos de operação. Em funcionamento há cerca de cinco anos, a planta hoje processa 34% a mais do que no início das atividades.

Maior unidade da Biopower, a fábrica de Mafra possui capacidade produtiva autorizada de 500 milhões de litros por ano e gera mais de 100 empregos diretos, contribuindo de forma significativa para a economia regional e para o fortalecimento da cadeia de energia renovável em Santa Catarina.

O investimento da Biopower se insere em um cenário de crescimento histórico dos biocombustíveis no Brasil. Com 18 anos de atuação, a empresa já produziu mais de 4 bilhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de aproximadamente 9 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera.

Além do mercado rodoviário, a companhia avança em novas frentes estratégicas, como a descarbonização do transporte marítimo. As metas globais da Organização Marítima Internacional (IMO), que prevê emissões líquidas zero no setor até 2050, abrem espaço para combustíveis sustentáveis. Nesse contexto, o biodiesel surge como uma alternativa viável e imediata ao diesel naval tradicional, sem necessidade de adaptação das embarcações.

Certificações internacionais e economia circular

A Biopower conta com certificações e rastreabilidade reconhecidas internacionalmente, como o selo International Sustainability and Carbon Certification (ISCC), exigido pelo mercado europeu, e a certificação da Environmental Protection Agency (EPA), dos Estados Unidos.

A empresa também é um exemplo do modelo de economia circular adotado pela JBS. Atualmente, cerca de 99% de cada bovino processado pela companhia é aproveitado. Em aves e suínos, esse índice chega a quase 95%. O reaproveitamento de matérias-primas gera valor, reduz impactos ambientais e fortalece a geração de empregos, são cerca de 300 colaboradores diretos nas três unidades, que operam 24 horas por dia.

“A tecnologia é uma ferramenta essencial, mas a inovação nasce das pessoas”, destaca Alexandre Pereira. “Temos um time que cria soluções, melhora processos e supera desafios. Esse conhecimento é nosso maior ativo e o que nos diferencia no mercado”.

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