Avaí aciona Procon por valores abusivos em ingressos contra o Camboriú no Scarpelli
Avaí denuncia preços abusivos em ingressos por lotes contra o Camboriú; Procon notifica clubes e pede esclarecimentos em 24 horas
• Atualizado
O Avaí acionou o Procon após identificar valores considerados abusivos na venda de ingressos destinados à sua torcida para o jogo contra o Camboriú, válido pelas quartas de final do Campeonato Catarinense. A partida está marcada para este sábado (31), no Estádio Orlando Scarpelli.
Em nota oficial, o Avaí informou que os ingressos foram comercializados em lotes e que, somadas as taxas, ultrapassaram R$ 200 para o setor visitante. O clube elogiou a agilidade do Procon na notificação dos envolvidos e afirmou esperar medidas firmes para garantir o respeito ao torcedor e aos direitos do consumidor.
No momento da publicação desta reportagem, a entrada destinada à torcida avaiana estava no 4º lote, ao custo de R$ 200, mais R$ 20 de taxa do site. Para o mandante, o ingresso estava no 3º lote, com o mesmo valor, porém havia ingresso promocional para sócios, a R$ 20 + R$ 2 de taxa.
De acordo com o serviço de jogo divulgado, os ingressos para a torcida do Avaí começaram em R$ 120 no primeiro lote, passaram para R$ 150 no segundo e terceiro, e chegaram a R$ 200 no lote seguinte, este último não constava no material inicial divulgado. O Camboriú alugou o Orlando Scarpelli durante o Catarinense e disponibilizou o setor E para os avaianos, com carga de 1.970 ingressos, adotando um sistema de vendas por lotes, prática comum em eventos.
Na notificação assinada por Tiago Silva, diretor do Procon de Florianópolis, o órgão aponta que os valores podem ferir o Regulamento Geral das Competições e o Código de Defesa do Consumidor, e solicita esclarecimentos em até 24 horas ao Camboriú. O documento também pede explicações ao Figueirense Futebol Clube para esclarecer a participação do clube nos preços praticados, considerando que o estádio pertence ao Figueira.
Segundo o Procon, as alterações de lote ocorreram em período inferior a 30 minutos, o que levantou suspeita de prática abusiva. O órgão busca entender quem é o responsável pela definição dos preços, se o clube mandante ou o responsável pela operação do estádio, e se o reajuste se justifica por fatores como alta procura, caráter eliminatório da partida ou custos adicionais do evento. Caso haja justificativa, a inexistência de irregularidade poderá ser confirmada; caso contrário, medidas cabíveis poderão ser adotadas.
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