Aumentou ou diminuiu? O que dizem Prefeitura e MPSC sobre casos de virose em Florianópolis
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o número de atendimentos mais de 50% em Florianópolis
• Atualizado
A Prefeitura de Florianópolis divulgou na última quarta-feira (7) que houve uma queda significativa nos casos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) registrados na rede municipal de saúde. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o número de atendimentos por conta de diarreia caiu mais de 50% em Florianópolis, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Apesar do cenário positivo apresentado pelo município, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contestou os dados e pediu informações atualizadas sobre a balneabilidade das praias da Capital.
Casos de diarreia caem mais de 50%, em Florianópolis diz prefeitura
De acordo com a prefeitura, entre o final de 2025 e o início de 2026 foram registrados 466 atendimentos relacionados a doenças diarreicas nas unidades de saúde do município. No mesmo intervalo entre 29 de dezembro de 2024 e 4 de janeiro de 2025, o número havia chegado a 988 casos, o que representa uma redução de aproximadamente 52,5%.
A Secretaria de Saúde atribui o resultado a ações preventivas contínuas, como campanhas de orientação sobre higiene, consumo seguro de água e alimentos, além do reforço na fiscalização de estabelecimentos e do comércio irregular de alimentos, fatores frequentemente associados à contaminação.
“O monitoramento é permanente e o trabalho integrado entre vigilância, fiscalização e orientação tem sido fundamental para reduzir os riscos à saúde, principalmente em períodos de maior fluxo de pessoas na cidade”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Almir Gentil.
Ministério Público pede laudos atualizados
Apesar da redução nos casos de diarreia apontada pela prefeitura de Florianópolis, a 33ª Promotoria de Justiça da Capital, com atuação na área da saúde, está oficiando as Secretarias Municipais do Meio Ambiente e da Saúde, além da Vigilância Sanitária, para obter informações sobre a regularidade das condições sanitárias das praias de Florianópolis.
O Ministério Público também articula reuniões com promotorias da área ambiental para definir estratégias conjuntas de acompanhamento da situação.
Segundo a promotora de Justiça Andréa da Silva Duarte, o inquérito foi instaurado após o registro de um número elevado de casos de doenças virais nas últimas semanas nos hospitais da Capital. “O tema exige cautela, pois diversos fatores podem influenciar esse aumento, como as doenças típicas da estação e o crescimento populacional durante a temporada”, destacou.
O que são doenças diarreicas?
A médica cirurgiã-geral Carolina Brum explica que Doenças Diarreicas Agudas (DDA) são infecções que afetam o trato gastrointestinal e têm como principal sintoma o aumento no número de evacuações, geralmente com fezes líquidas ou amolecidas. Elas podem ser causadas por vírus, bactérias ou parasitas, além do consumo de água ou alimentos contaminados.
“Entre os sintomas mais comuns estão diarreia frequente, náuseas, vômitos, dor abdominal e febre”, explica. A principal complicação é a desidratação, que, segundo a médica, pode se agravar rapidamente, especialmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
O tratamento, na maioria dos casos, envolve hidratação adequada, com ingestão de líquidos e uso de soro de reidratação oral, inclusive após cada evacuação. Também é recomendado evitar alimentos gordurosos e priorizar refeições leves.
Prevenção e quando procurar atendimento
Carolina explica que a prevenção das doenças diarreicas passa por medidas simples, como lavar as mãos com água e sabão com frequência, especialmente antes das refeições e após o uso de sanitários ou transporte público. Também é fundamental consumir apenas água tratada e de procedência segura e evitar o uso de gelo de origem desconhecida.
A Secretaria de Saúde orienta que a população procure atendimento médico em casos de três ou mais episódios de diarreia em 24 horas, presença de vômitos ou febre persistentes, sede intensa, diminuição da urina, recusa de alimentos ou sangue nas fezes. O contato pode ser feito pelo Alô Saúde (0800 333 3233) ou diretamente na UPA mais próxima.
O caso segue em acompanhamento, enquanto autoridades municipais e órgãos de fiscalização avaliam os dados e as condições sanitárias da cidade durante o período de alta temporada.
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