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Mistério aéreo

Arquivo Nacional reúne mais de 800 registros de OVNIs no Brasil

Acervo com relatos e registros de avistamentos cresce e desperta interesse de pesquisadores

• Atualizado

Redação

Por Redação

Arquivo Nacional reúne mais de 800 registros de OVNIs no Brasil – Imagem: SBT
Arquivo Nacional reúne mais de 800 registros de OVNIs no Brasil – Imagem: SBT

O tema dos Objetos Voadores Não Identificados voltou ao centro das discussões no Brasil. A Câmara dos Deputados do Brasil, em Brasília, iniciou debates sobre ufologia e segurança aérea após o assunto ganhar destaque nos Congresso dos Estados Unidos, onde parlamentares se reuniram com militares para discutir possíveis impactos desses fenômenos na soberania nacional.

Documentos guardados no Arquivo Nacional do Brasil mostram que o país possui um amplo acervo sobre o tema. Entre cerca de 17 quilômetros de documentos armazenados em milhares de caixas na sede da instituição, em Brasília, algumas chamam atenção pelas etiquetas: “OVNIs”.

Desde 2008, todo material que o Comando da Aeronáutica decide tornar público sobre avistamentos é encaminhado ao arquivo. O acervo já reúne mais de 800 documentos, incluindo relatórios, comunicações oficiais e registros de observações feitas no céu brasileiro.

Segundo o técnico em assuntos culturais do Arquivo Nacional, Pablo Endrigo Franco, novos registros continuam chegando regularmente. De acordo com ele, cerca de 60 dossiês e relatórios de avistamentos são enviados todos os anos pela Aeronáutica. O especialista afirma que esse material está entre os mais pesquisados da instituição.

Casos históricos

Entre os registros está o primeiro avistamento oficialmente documentado no país, conhecido como Caso Barra da Tijuca, ocorrido em Barra da Tijuca, em 1954. Fotografias em preto e branco mostram uma suposta nave sobre a praia, mas análises posteriores indicaram que as imagens eram falsas.

Outro episódio marcante é a chamada Noite dos OVNIs, registrada em 19 de maio de 1986. Naquela noite, radares da Aeronáutica detectaram objetos luminosos desconhecidos sobre os céus de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná.

Cinco caças da Força Aérea Brasileira foram enviados para interceptar os objetos, mas nenhum conseguiu alcançá-los.

Limites da investigação

Para o historiador João Francisco Schramm, episódios como esse mostram as limitações das investigações científicas sobre o tema.

Segundo ele, sem a captura ou análise direta de um objeto, o que existe são relatos e estudos históricos, antropológicos e jornalísticos. O pesquisador também afirma que o Estado brasileiro demonstra pouco interesse em aprofundar as investigações.

De acordo com Schramm, as interceptações realizadas por militares estão documentadas, mas não há registros públicos de estudos mais detalhados sobre a origem desses fenômenos.

Debate no Congresso

O assunto também já chegou ao Congresso Nacional. O deputado federal Chico Alencar promoveu, em setembro do ano passado, uma audiência pública na Câmara para discutir o tema com pesquisadores e representantes de entidades ligadas à ufologia.

Segundo o parlamentar, o assunto envolve questões de segurança nacional e não deve ser tratado como algo sem importância, principalmente em um mundo com drones e novas tecnologias.

Procurada pela reportagem para comentar se existem estudos em andamento sobre objetos voadores não identificados, a Aeronáutica não respondeu.

Pesquisadores e relatos

O mistério em torno do tema também mobiliza ufólogos, pesquisadores que investigam relatos, marcas no solo e documentos relacionados a possíveis evidências de vida extraterrestre.

Um deles é Thiago, que levanta dúvidas sobre possíveis impactos ambientais desses objetos. Segundo ele, alguns relatos apontam marcas no solo após pousos e até registros de radiação.

Já Fernando Ramalho, vice-presidente da Comissão Brasileira de Ufólogos, afirma que as próprias experiências pessoais também fazem parte das pesquisas.

Ele conta que teve o primeiro avistamento aos 14 anos e, já adulto, registrou um novo episódio durante uma vigília com outros pesquisadores no Vale do Disco, em São Tomé das Letras.

Para Ramalho, caso um contato com vida extraterrestre ocorra no futuro, a sociedade precisará estar preparada para lidar com as consequências e evitar pânico ou conflitos culturais e religiosos.

*Com informações de SBT News.


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