Ações de prevenção nas praias reduzem resgates e evitam tragédias em SC
Orientações, sinalização e presença de guarda-vidas ajudaram a reduzir ocorrências graves
• Atualizado
O número de pessoas resgatadas no mar no litoral de Santa Catarina caiu quase pela metade nesta temporada de verão. Entre 15 de dezembro de 2025 e 12 de janeiro de 2026, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) registrou 1.022 salvamentos, uma redução de 48,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.
A principal explicação para a queda, segundo a corporação, é o aumento das ações preventivas nas praias. Neste verão, foram realizadas cerca de 7 milhões de abordagens e orientações a banhistas, número quase 20% maior do que em 2024. As ações incluem alertas sobre áreas perigosas, correntes de retorno e o significado das bandeiras de sinalização.
Além da redução no total de salvamentos, os casos de arrastamento por corrente de retorno também diminuíram, passando de 1.941 para 985 registros. Já os salvamentos por afogamento tiveram pequena variação: foram 37 nesta temporada, contra 45 no mesmo período do ano anterior.
Apesar da melhora nos indicadores, os jovens do sexo masculino continuam sendo os mais envolvidos em ocorrências. Dos salvamentos registrados, 627 envolveram homens, com idade média de 25 anos. Esse grupo também concentra o maior número de mortes nas duas últimas temporadas, o que, segundo os bombeiros, reforça a necessidade de campanhas educativas específicas.
O comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza, destacou que o respeito às orientações dos guarda-vidas é fundamental. “A corporação investe em campanhas, efetivo e recursos, mas é essencial que o banhista respeite a sinalização e as orientações nas praias”, afirmou.
Com praias lotadas e calor intenso, o comandante reforçou que o trabalho preventivo tem se mostrado tão importante quanto os próprios salvamentos.
Na última semana do levantamento, entre 6 e 12 de janeiro, os bombeiros realizaram 232 salvamentos e cerca de 1 milhão de ações preventivas. No mesmo período, os acidentes com águas-vivas caíram, com 1.047 registros. Também foi confirmada a morte de um jovem de 22 anos em uma área de água doce sem vigilância.
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