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Dia do orgulho LGBTQIA+

“A gente se amando é como ensinamos os outros a nos amar também”, diz fotógrafo transsexual

O mês do orgulho LGBTQIA+ traz reflexões e questões sobre a pluralidade

• Atualizado

Izabela Piazza

Por Izabela Piazza

Foto: Brett Sayles/Pexels
Foto: Brett Sayles/Pexels

Por Izabela Piazza

O dia 28 de junho virou um marco para a representatividade da comunidade LGBTQIA+. Uma data necessária para a luta e garantia de direitos, respeito e reconhecimento. O dia faz uma referência à Rebelião de Stonewall – manifestações realizadas em Nova York, na década de 60, como forma de resistência e libertação. 

Em uma pesquisa inédita, o IBGE divulgou este ano que 2,9 milhões de pessoas no país se declaram homossexuais ou bissexuais. Os dados fazem parte de um novo quesito da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) sobre a orientação da população adulta brasileira. É a primeira vez que investigam a autoidentificação. 

Entre as regiões, o Sul fica em segundo lugar com 1,9% de pessoas adultas que se declaram homossexuais e bissexuais, enquanto no Sudeste 2,1%, no Centro-oeste 1,7%, no Nordeste 1,5% e no Norte 1,9%.

E no ranking das capitais, Florianópolis está entre as 10 com maior percentual de pessoas declaradas: 

Entretanto, um número considerável de pessoas não souberam e/ou não quiseram responder a pesquisa, o que poderia estar relacionado ao receio em se autoidentificar. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, fatores como o contexto cultural e familiar podem interferir na verbalização da orientação sexual.

O fotógrafo Akin Silveira tem 30 anos e há 2 anos verbalizou pela primeira vez a sua transsexualidade. Ele relata em suas redes sociais a dificuldade e o processo de aceitação. “Eu verbalizei pela primeira vez que era uma pessoa trans no dia 24 de julho de 2020”, conta.

Foto: divulgação instagram/@kin.crivel 

Antes ele acreditava que havia algo de errado, que talvez fosse algum tipo de doença e chegou a se questionar se haveria tratamento, além do sentimento de vergonha de si próprio. 

Durante o processo de aceitação, ele sofreu diversos ataques transfóbicos e entendeu que a sua luta também passaria por um caminho de violência. “Eu fui ofendido, ameaçado, desmerecido, invalidado, tudo por ser eu e por existir como pessoa trans”, explica. 

Segundo o Observatório de Mortes e Violências LGBTI+ no Brasil (entre 2000 e 2021) mais de 5 mil pessoas morreram vítimas do preconceito e da intolerância. O Estado de São Paulo segue como o mais violento em 2021, com 42 mortes, enquanto Santa Catarina aparece com 5 registros. O alerta ainda segue para todo o país, visto que os números de vítimas cresceram em 33,33% de 2020 para 2021. 

Apesar das violências sofridas, o Akin continuou o seu processo de conhecimento e aceitação. “Eu não desisti, eu busquei minha rede de apoio, eu fui para a terapia e através da arte eu comecei a trabalhar tudo de ruim que acontecia comigo”. Ele ainda relata que foi a decisão mais difícil e corajosa. “vou seguir lutando por mim e por todas as pessoas Trans”. 

Qual o significado das siglas LGBTQI+?

L: lésbica. Se identifica como mulher e tem preferência sexual por mulheres.

G: gay. Se identifica como homem e tem preferência sexuais por homens. 

B: bissexual. Tem preferências sexuais por mais de um gênero. 

T: transsexual e transgênero. São pessoas que não se identificam com o sexo atribuído desde o nascimento e, portanto, são reconhecidas com o gênero que se identificam. 

Q: queer. São pessoas que não se identificam com os padrões impostos pela heteronormatividade, é um termo utilizado para expressar a identidade de gênero.

I: intersexo. São pessoas cujas características sexuais biológicas não se encaixam na norma binária.

+: inclui outros grupos, possibilidades e variações de gênero e sexualidade. 

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