Roberto Azevedo

O jornalista Roberto Azevedo tem 39 anos de profissão, 17 deles dedicados ao colunismo político. Na carreira, dirigiu equipes em redações de jornal, TV, rádio e internet nos principais veículos de Santa Catarina.


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Depois da repercussão

Seif pede licença do Senado depois das tentativas de explicar ida ao show de Madonna

Atestado é assinado por três médicos da Casa e não revela a causa

• Atualizado

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Pedro França/Agência Senado
Pedro França/Agência Senado

O senador Jorge Seif (PL) pediu licença de saúde por 15 dias do cargo após tentar explicar a ida ao show da pop estar Madonna, no Rio de Janeiro, que teve péssima repercussão entre os conservadores de todo o país. O atestado, assinado por três médicos do Senado, entre eles um psiquiatra, não específica uma causa para o afastamento e vale desde o último dia 10 de maio.

Seif foi ao show no dia 4 de maio passado acompanhado da mulher Catiane, secretária adjunta de Turismo de Santa Catarina, em meio a 1,6 milhão de pessoas que lotaram a praia de Copacabana. O casal ficou em um camarote na área VIP e o senador justificou que foi ao espetáculo, chamado de “satânico” e “pornográfico” pelos conservadores, a pedido da mulher, fã da cantora norte-americana.

Nos dias seguintes à apresentação, além da saraivada de críticas, Seif se manifestou à tribuna do Senado e em uma live, onde aparentava alteração de comportamento, a ponto de quem assistia insistir para que ele saísse do ar. Os conservadores aparentemente não aceitaram plenamente as justificativas do senador por Santa Catarina, um dos mais próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem foi secretário nacional da Pesca, e é chamado de “Filho 06”.

Casal não foi o único entre os bolsonaristas no show

Seif e a esposa, vice-presidente do PL Mulher no Estado, não foram os únicos bolsonaristas a participarem do espetáculo de Madonna, conhecida em 40 anos de carreira por seus shows performáticos e em defesa da causa LGBTQIA+. O advogado do ex-presidente e ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, também frequentou a ala dos camarotes, sem a mesma repercussão dada a Seif, que no Senado defende valores cristãos e a família.

Os fatos ocorrem em meio a um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que a coligação Bora Trabalhar, de Raimundo Colombo (PSD), pede a cassação do mandato de Seif por abuso do poder econômico. No TSE, a situação de Seif parece bem mais confortável do que junto ao eleitorado conservador.

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