Roberto Azevedo

O jornalista Roberto Azevedo tem 39 anos de profissão, 17 deles dedicados ao colunismo político. Na carreira, dirigiu equipes em redações de jornal, TV, rádio e internet nos principais veículos de Santa Catarina.


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Eleições 2024

PT tem uma definição em Brusque e uma dúvida em Blumenau

Sigla enfrenta a força do conservadorismo no Estado

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Eloizio Ferreira/SCC SBT
Eloizio Ferreira/SCC SBT

O ex-prefeito de Brusque e deputado Paulo Eccel (à esquerda na foto) não deve concorrer à prefeitura pelo PT nas eleições deste ano devido ao cenário desfavorável à esquerda no município. Na avaliação de Eccel, ele já demonstrou a sua lealdade ao partido “nos bons e maus momentos” e a eleição complementar de 2023, com a vitória de André Vechi (PL, à época no DC), virtual candidato à reeleição, serviu como prévia do que deve ocorrer no pleito de outubro. Isso não impedirá que o PT participe do projeto, com outro nome.

Atual superintendente regional do Trabalho e Emprego, o advogado Eccel foi prefeito entre 1° de janeiro de 2009 e 30 de março de 2013. Foi cassado no segundo mandato por supostamente ter gasto mais do que a legislação permitia em publicidade institucional, mas a decisão foi anulada pelo então ministro do STF e do TSE Ricardo Lewandowski (hoje ministro da Justiça e Segurança Pública), em 2017. A extinção não permitiu que Eccel retornasse ao cargo, já que Jonas Oscar Paegle (PSB) já havia sido eleito e empossado no dia 1º de janeiro daquele mesmo ano.

Ana Paula Lima analisa o cenário no Vale do Itajaí

Terceiro maior colégio eleitoral do Estado, Blumenau se consolidou como um território bolsonarista, com 70% dos eleitores engajados na causa da direita conservadora, leia-se PL, ou, no máximo, na direita liberal do Novo, com o promotor de Justiça aposentado Odair Tramontin. Esta realidade eleitoral está na análise da deputada federal Ana Paula Lima, que já concorreu à prefeitura, em 2020, e ficou em quinto lugar, atrás de quatro candidatos de direita: Mário Hildebrandt (Podemos), que foi reeleito; João Paulo Kleinübing (DEM, depois União Brasil), Odair Tramontin (Novo) e Ricardo Alba (PSL, depois União Brasil).

Além de ter concorrido contra dois prefeitos, um atual e outro ex, Hildebrandt e Kleinübing, Ana Paula sabe que ambos devem estar juntos no PL, do governador Jorginho Mello, que filiou ainda o deputado Egídio Ferrari (PTB), antes cotado a concorrer pelo MDB. A deputada federal, vice-líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara, está feliz no mandato em Brasília, próxima ao marido Décio Lima, ex-prefeito de Blumenau por duas vezes e atual presidente do Sebrae. Só um chamado do partido, estilo “ir para o sacrifício” poderá mudar a tendência dela concorrer, porém até isso tornou-se difícil.

Assista ao comentário no SCC Meio-Dia:

Lula quer as esquerdas unidas em outubro

A passagem do ministro Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), que é filiado ao PT, na última sexta-feira (22), por Florianópolis, serviu para que o recado de Lula fosse dado aos integrantes da Frente Brasil Esperança (a federação PT, PV e PcdoB; mais PDT, PSOL e PSB). Os partidos ouviram de Marinho, durante um almoço, que o desejo do presidente da República é o de união, até onde der ou mais além, na eleição de 2024.

Lula projeta 2026 e sabe que quantas mais cidades governar, mais forte ficará o projeto à reeleição. O mais delicado é conciliar interesses de segmentos da esquerda. Na Capital catarinense, por exemplo, o PSOL tem o deputado estadual Marquito lançado à prefeitura e o PT o ex-vereador Vanderlei Faria, o Lela, igualmente colocado no jogo, o que leva a crer que a costura deverá ser mais delicada do que se possa avaliar agora.

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