Claudio Prisco Paraíso

Comentarista político no SCC SBT desde 2015, atuando nos dois jornais da emissora: SBT Meio-dia e SBT News. 


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Prisco Paraíso

Santa Catarina, todos sabem, é um estado essencialmente bolsonarista

Foi a vitória proporcional mais significativa do atual presidente em 2018

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Foto: reprodução/redes sociais
Foto: reprodução/redes sociais

Santa Catarina, todos sabem, é um estado essencialmente bolsonarista. Foi a vitória proporcional mais significativa do atual presidente em 2018. Já temos aí pré-candidatos colocados em sintonia com o atual inquilino do Planalto. Esperidião Amin começa a emitir sinais claros de que vai realmente para a disputa. Ou seja, vai dividir com Jorginho Mello o eleitorado bolsonarista. Os dois que se elegeram senadores em 2018, no mesmo ano em que Bolsonaro chegou à Presidência.

A ligação de Amin com o capitão é muito mais antiga do que a de Jorginho. O ex-governador e o chefe do Executivo federal foram colegas na Câmara. Jorginho também lá estava, mas não tinha grande aproximação com o então deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Só que o presidente está filiado ao PL, o partido de Mello. Haverá transferência de votos, sem dúvidas. Não na mesma proporção de 2018, que guindou o absolutamente desconhecido Moisés da Silva ao cargo mais importante do estado, mas ainda terá força significativa em Santa Catarina.

Noves fora o fato de o governador ter se distanciado de Bolsonaro, o que lhe concede e pecha de traidor entre o eleitorado mais fiel ao presidente, ele também deverá beliscar sufrágios entre o eleitorado conservador pelo recall de 2018.

Quarteto

Além dos dois senadores e de Moisés correndo por fora entre os bolsonaristas, agora aparece o União Brasil, de Gean Loureiro, apoiado pelo PSD. Os pessedistas não terão candidato a presidente da República, mas o UB tem. Embora seja um projeto proforma do presidente do partido, Luciano Bivar, para facilitar algumas equações estaduais, essa é uma realidade que deixa Gean um pouco desconfortável no palanque.

Esquerda, volver

Sem contar que Bivar está fechando apoios ao PT de Lula da Silva em estados-chave como São Paulo e Minas Gerais. Bivar era o presidente do PSL, partido de minúsculo se tornou gigantesco em 2018 pela onda conservadora.

No vácuo

Sem a menor cerimônia, Gean Loureiro aproveitou o evento em Chapecó, no fim de semana passado e organizado pelo prefeito João Rodrigues, para tentar colar a imagem à do presidente da República. Evidentemente que Bolsonaro não vai negar apoio politico em ano eleitoral.

Pivô

Se Bivar não reclamar, fica tudo bem na aliança UB-PSD. Ocorre, no entanto, que essa profusão de candidaturas começa a pulverizar os apoios bolsonaristas no estado: Jorginho Mello, Esperidião Amin, Moisés e agora Gean Loureiro. E ainda podemos ter Antídio Lunelli, pré-candidato do MDB ao governo, que tem ligações mais antigas também com o chefe da nação. Podem ser então cinco candidatos ligados ou tentando se ligar a Jair Bolsonaro na campanha.

Esquerda dividida

Na esquerda, haverá no máximo duas candidaturas com alguma relevância. Dificilmente os partidos canhotos estarão todos juntos, conforme se propalou nos últimos meses.
Décio Lima pelo PT já convidou Gelson Merisio (SDD) para vice. Escancarou as diferenças com o PSB de Cláudio Vignatti e Dário Berger.

PSDB com MDB

Os bastidores de momento apontam para uma possibilidade de chapa com Dário na cabeça e o PDT ajudando a compor de vice ou ao Senado. Vai depender do cenário nacional agora que a candidatura de Ciro Gomes foi posta contra a parede com o anúncio de que o senador Tasso Jereissati poderá será o candidato a vice da emedebista Simone Tebet. Ciro e Tasso dividem os votos no Ceará. O tucano foi o padrinho político do pedetista no estado.

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