Claudio Prisco Paraíso

Comentarista político no SCC SBT desde 2015, atuando nos dois jornais da emissora: SBT Meio-dia e SBT News. 


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As definições do MDB para a disputa ao Senado

O martelo deve ser batido em nova reunião do partido no dia 27, próxima segunda-feira

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Foto: reprodução/MDB SC
Foto: reprodução/MDB SC

Depois de um longo processo e do acordo interno que indicou o empresário Antídio Lunelli como candidato a vice na chapa de Moisés da Silva, o MDB ainda precisa definir o nome ao Senado. O martelo deve ser batido em nova reunião do partido no dia 27, próxima segunda-feira.

Estão no páreo o presidente estadual do partido, Celso Maldaner, que não deve ir à reeleição e é do Oeste, dois pontos que o tornam um nome forte para a vaga; Rogério Peninha Mendonça, que também não tentará renovar o mandato de deputado federal e o ex-deputado Edinho Bez. O ex-governador Paulo Afonso Vieira, que só aparece de quatro em quatro anos, também sinalizou a disposição de tentar a indicação. Possibilidade remota para ele.

Maldaner não tinha apoio dos deputados até a definição de segunda à noite, mas hoje é o nome mais forte no partido para concorrer à Câmara Alta. Seu encaixe nesta posição facilita e muito a vida de Valdir Cobalchini, líder da bancada do Manda Brasa na Alesc, que já não disputou a Câmara em 2018 a pedido do falecido Casildo Maldaner, irmão de Celso.

Sem os tucanos

Outro aspecto desse encaminhamento entre MDB e o governador: não sobrou vaga majoritária para o PSDB, partido que recebeu oferta do senador Esperidião Amin, pré-candidato ao governo pelo PP. Isso se realmente o progressista mantiver o projeto.

Momento decisivo

Depois de meses de debates internos, o MDB fechou acordo na noite de segunda-feira para apoiar a candidatura à reeleição de Carlos Moisés (Republicanos). Reunidos, os integrantes da executiva do Manda Brasa indicaram o nome de Antídio Lunelli como vice na aliança. O entendimento é que ele é a liderança capaz de unir o partido e também trazer apoio de outros segmentos da sociedade à reeleição do governador.

Praticou o gesto

O empresário, que há mais de um ano vinha percorrendo o interior de Santa Catarina, já estava defendendo a necessidade de buscar a unidade dentro do MDB, e aceitou a indicação.

2026

“Vamos trabalhar unidos para reeleger o governador e contribuir com Santa Catarina. Ninguém mais do que eu se doou pela candidatura própria, mas o cenário mostrou que essa não é a melhor possibilidade no momento. Decisão tomada, o MDB e o Moisés podem contar comigo, estarei em campanha dia e noite. O meu sonho e do MDB de voltar a ser protagonista não acabou, ficou para 2026”, disse sendo aplaudido.

Convencer a base

Nas próximas semanas, além de intensificar as agendas com Carlos Moisés, Antídio Lunelli diz que quer conversar com seus apoiadores e buscar o engajamento de todos.

Raimundo e Moisés

Raimundo Colombo para o Senado e Moisés da Silva para o governo. Embora o atual e o ex-governador estejam em frentes antagônicas para a disputa eleitoral, é assim que o prefeito de Lages, Antônio Ceron, vai trabalhar o pedido de votos.

Pessedista e ligado a Colombo, Ceron declarou que deseja mais quatro anos de administração do governador. A fala de Ceron ocorreu durante um ato de liberação de mais de R$ 200 milhões para os municípios da região, na noite de sexta-feira, 17.

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