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Paulão do Vôlei

Meus reais ídolos são os meus professores de Educação Física

Nesta semana de homenagens ao Dia do Professor, deixo aos mestres o meu carinho.

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Meus reais ídolos são os meus professores de Educação Física
Foto: Arquivo Pessoal

Ainda na escola praticava todos os tipos de esportes, principalmente nas aulas de Educação Física. Lembro muito bem do professor Julião (Júlio Cesar).

A bola não era problema, podia ser de plástico, de meia, pequena, grande, mas se tivesse de futebol, aí nem se fala, ficava perfeito, até o professor participava. Era uma brincadeira só, mas com o tempo foram surgindo outras vontades de práticas esportivas: atletismo, vôlei, basquete, handebol, todos maravilhosos, mas acabei optando por ser pivô de handebol. Apesar de levar muitas cutucadas nas costelas, eu tinha uma pequena vantagem, meu tamanho, era um “pouco” maior que os outros marcadores.

Quando troquei de colégio, aos 14 anos de idade, continuei praticando todos os esportes, mas me deparei com o grande professor Paulo Mathias, um grande entusiasta do esporte, principalmente do vôlei e do handebol, para a minha alegria.

Foto: Arquivo Pessoal

O primeiro campeonato de vôlei

Minha trajetória iniciou quando faltaram jogadores para um campeonato de vôlei. O professor Mathias perguntou se eu gostaria de ir nesta viagem como reserva, pois seria muito difícil eu jogar, mas gostaria de contar com um atleta grandão. Para a minha surpresa, um jogador se lesionou e quem o prof. chamou? Eu! Bom, foi uma emoção e tanto essa minha primeira participação, pois, neste jogo eu me apaixonei pelo voleibol e nunca mais parei de jogar. Sabe quando tudo da certo? Assim foi naquele jogo, a bola batia na mão, no braço e eu fazia ponto.

Naquele mesmo campeonato, um olheiro estava assistindo e me convidou para fazer um teste em um clube renomado. Logo fui contar para o meu pai e, no mesmo instante, fomos conversar com o gerente de Esportes. Enquanto a conversa fluía, de repente quem entra? Renan. Na época, ele era uma grande revelação do vôlei nacional, e vinha do Campeonato Mundial de Vôlei, no Japão.

No bate-papo com ele, eu disse que todos queriam que eu jogasse basquete, devido ao meu tamanho. Adivinha o que ele disse? “Vôlei, cara. Vôlei!” Então, comecei a treinar com o professor Batista, ou melhor, super técnico Batista. Vasta barba e muito disciplinador, um profissional maravilhoso, a quem quero expressar toda a minha gratidão pelo profissional que sou hoje.

Foto: Arquivo Pessoal

O incentivo

Em 1978, meus pais me disseram que não daria mais para eu treinar, devido às dificuldades financeiras da nossa família e aos custos de passagens para eu ir aos treinos diários, além da alimentação, roupas de treino e tênis.  Cheguei meio sem jeito e disse ao Batista, no mesmo instante falou:

Continua, Grandão, não para! Vou dar um jeito.

Sabe qual foi o jeito? Tirava do bolso um dinheiro enroladinho e me dava para pagar as passagens e mais um cachorro-quente, pois eu saía de casa às 16h e voltava quase meia-noite.

O sonho da Olimpíada

Daí por diante, joguei em diversos clubes, fui campeão estadual, nacional, campeão da Liga Mundial, melhor bloqueio do país e realizei o sonho de todo atleta: jogar uma olimpíada. A primeira foi em Seul. Tudo era um grande sonho, os atletas que só víamos pela televisão estavam a metros de mim, almoçando e até assistindo aos nossos jogos.

Após quatro anos, vieram as Olimpíadas de Barcelona. Um bando de garotos, pouco conhecidos ou quase nada e um time sem expressão no cenário mundial. Mas, com muita união e garra, vencemos! A primeira medalha de ouro olímpica do esporte coletivo no Brasil. Mais tarde, em1996, estive em Atlanta, edição de 100 anos das olimpíadas. Uma super festa ao estilo americano e ainda por cima, todas as equipes queriam ganhar do Brasil. Naquele ano, o meu maior presente foi ser escolhido capitão pela equipe.

Quando parei de jogar me dediquei à gestão do esporte e os convites vieram para mais duas olimpíadas: 2000, em Sidney, e 2004, em Athenas, dessa vez fora das quadras.

Foto: Arquivo Pessoal

Os verdadeiros ídolos

Por toda esta carga emocional e pessoal de aprendizagem que tive e que me emociono em contar, é que acredito que os reais ídolos são meus professores de Educação Física. Eles são os grandes formadores e motivadores para o esporte, os queridos mestres. Sei que todo o contexto é importante, mas me perdoem os professores de outras matérias, mas minha gratidão é enorme com a classe de Educação Física. O meu grande sonho como campeão Olímpico e cidadão é ver a Educação Física diária nas escolas, para que as crianças aprendam realmente os valores que o esporte nos trás para a vida.  

Atualmente me realizo ao ensinar tudo que aprendi com esses maravilhosos mestres aqui em Florianópolis na minha escola.

Boas sacadas!!!

Foto: Arquivo Pessoal

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