Dominique Cabral

Jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e apresentadora do SCC Esporte do SCC SBT.


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Seleção Brasileira feminina de futebol protesta por representatividade em games

As atletas da seleção aproveitaram para falar sobre a falta de visibilidade das mulheres nos principais jogos de futebol para videogames

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• Atualizado

Imagem | Divulgação
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A seleção de futebol feminina desembarcou em solo brasileiro com a conquista de mais um título e o momento da chegada ao aeroporto serviu para dar visibilidade ao movimento #BOTAELASNOJOGO. Afinal, você já tentou montar seu time ideal de futebol feminino no videogame? Nomes como Tamires, Bia Zaneratto, Maria Eduarda, Adriana e Ary Borges não estarão disponíveis, e nem adianta procurar! Não será possível encontrar nenhuma das jogadoras que ajudam a levar o nome do nosso país no esporte, isso porque, os avatares disponíveis são de nomes e rostos inventados. Diferente do universo masculino, que contempla muitos jogadores, com nomes e rostos reais.

Para levantar a bandeira da representatividade, as jogadoras lançaram o movimento #BotaElasnoJogo, no dia 29 de julho e, trocaram os nomes nas redes sociais em suas camisetas, assim como acontece nos jogos de videogame. A ação reforça a importância de trazer jogadoras reais para o game, afinal, a falta de representatividade nesse universo colabora para a falta de visibilidade também da modalidade.

“Não é muito louco pensar que nenhuma das jogadoras brasileiras está representada nos jogos de videogame de futebol? Os nomes e rostos disponíveis nos jogos são inventados, nenhuma representa as jogadoras reais. Isso está diretamente ligada com a falta de visibilidade do futebol feminino. Com o movimento #BotaElasnoJogo queremos dar a importância que nossa modalidade merece”.

Tamires, jogadora da Seleção Brasileira


“A invisibilização feminina é um problema estrutural que deixa mulheres sem nome e sem rosto nos games e no mundo. Entender que o que existe ali são rostos e nomes inventados, reforça a importância de levantarmos bandeiras para o futebol feminino ter a repercussão que merece. Estamos em campo e precisamos que essa representatividade esteja em todos os lugares, inclusive nos games”, reforça Bia Zaneratto.

Bia Zaneratto, jogadora da Seleção Brasileira

Além de trocar os nomes nas redes sociais, as jogadoras também postaram imagens segurando camisetas com os nomes trocados, fazendo alusão aos avatares disponíveis nos jogos de videogame. “Vamos aproveitar esse movimento para mostrar que o futebol feminino merece estar em todos os lugares”, completa Bia.

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