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É colaborador da Fecoagro e editor-chefe do programa Cooperativismo em Notícia, veiculado pelo SCC SBT. Foi repórter esportivo por 22 anos.

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Previsão de safra dos grãos para 21/22 prevê aumento de produção de milho e soja

O documento que está disponível no site da Epagri, reúne as informações conjunturais de alguns dos principais produtos agropecuários de Santa Catarina

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Previsão de safra dos grãos para 21/22 prevê aumento de produção de milho e soja
Foto: Pixabay

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), unidade de pesquisa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), publicou o seu último Boletim Agropecuário on-line. O documento que está disponível no site da Epagri, reúne as informações conjunturais de alguns dos principais produtos agropecuários do estado de Santa Catarina.

No caso do feijão, o preço médio pago aos produtores catarinenses do carioca em agosto permaneceu inalterado em relação a julho, fechando a média mensal em R$ 237,50/SC 60kg. Já para o feijão-preto, os preços tiveram um aumento de 0,55% no último mês, fechando a média de julho em R$ 232,66/SC 60kg. A safra 2021/22 de feijão 1ª safra já iniciou em Santa Catarina e nas regiões mais quentes do estado as operações de plantio avançam rapidamente. Em todo estado 3,74% da área total de feijão 1ª safra já foi semeada. No campo, as condições de lavoura são consideradas boas.

O Boletim do CEPA informa que para o milho os prognósticos iniciais da área, produção e rendimento da cultura do milho para o ciclo 2021/22 são bons. Nos âmbitos nacional e regional a seca reduziu a produção de milho da segunda safra passada. No mercado internacional a elevação do consumo associado a pandemia e a preocupação com a segurança alimentar, ampliaram a incerteza e a disputas nos mercados internacionais. Neste contexto os produtores estão iniciando o plantio da nova safra apostando num resultado positivo já que cada safra tem suas particularidades.

O prognóstico para a nova safra de milho no estado aponta para uma recuperação da produção, após a safra 2020/21 que apresentou uma redução de cerca de 30% em relação a safras anteriores alcançando 1,8 milhão de toneladas, sendo a menor safra da série histórica. Para a safra que se inicia, 2021/22 a produção está sendo estimada em 2,7 MT, restabelecendo assim a produção média das últimas safras. Em Santa Catarina, após apresentarem queda (na média mensal de junho), os preços ao produtor de milho retomam posições em agosto de R$94,59/SC e se mantém fortalecidos em plena colheita. Em relação a agosto de 2020 a variação dos preços foi superior em 94% ocorrendo comportamento semelhante nos demais estados. Entre os fatores que continuam influenciando a elevação dos preços estão: a redução significativa da produção na segunda safra no Brasil e a demanda da China pelo cereal.

A soja continua sendo o produto que tem conquistado maior área de plantio. Nos últimos 20 anos estão sendo incorporados anualmente à produção da soja no Brasil mais de um milhão de hectares. Santa Catarina também acompanhou esta dinâmica incorporando mais de 450 mil hectares de área de cultivo. Além da demanda internacional, a forte expansão no cultivo da soja no Brasil está associada com a implantação de políticas públicas de crédito rural, a desoneração de insumos agroquímicos, fertilizantes, sementes, entre outros. O investimento público em pesquisa agropecuária potencializou o desenvolvimento da soja com cultivares adaptadas às diversas regiões brasileiras. Para a safra 2021/22 a estimativa inicial é de um aumento de 4% da área cultivada no estado em relação à safra
anterior.

A recuperação da produtividade aliada ao aumento da área, deverá elevar a produção em 12,2%, alcançando assim cerca de 2,55 milhões de toneladas. Na safra anterior foram cultivados cerca de 42 mil hectares na segunda safra. Portanto, considerando a projeção, incluindo a área de cultivo da segunda safra, poderemos ter cerca de 725 mil hectares cultivados com a oleaginosa no estado de SC. A valorização cambial, a alta dos prêmios nos portos para exportação, os baixos estoques das indústrias brasileiras e a firme demanda doméstica elevaram os preços da soja em agosto em cerca de 4,5% em relação a junho (60 dias). Os preços praticados nos diferentes estados analisados estão próximos desde o início do ano, o que diferencia é a logística até os portos ou unidade de esmagamento.

No caso do trigo, em setembro, as cotações de balcão (valor pago ao produtor) no mercado catarinense tiveram variação positiva de 5,32% em relação ao mês de julho, fechando o preço médio mensal em R$ 85,10/saca de 60kg. A variação anual de preços nesse período, em termos nominais, para o mercado catarinense, foi 48,59% superior ao preço médio praticado em agosto de 2020. O comportamento de alta nos preços da saca de trigo, também foram observados nos demais estados brasileiros. Os fatores que influenciaram essa elevação nas cotações do trigo são, fundamentalmente, o aumento da procura pelo cereal por parte dos moinhos e o aumento na demanda pelo mercado consumidor fez com que os compradores voltassem ao mercado. Outro fator importante foi o aumento das aquisições de farelo de trigo por parte das indústrias de rações, aspecto que também puxou os preços do trigo para cima.


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