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Marcelo Bohrer

Especialista em investimentos com fundamentos no ESG, atua também nos setores da Economia Criativa e Inovação.

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Marcelo Bohrer

Constância na Inovação e Ambidestria

Ser ambidestro requer muita habilidade ao mesmo tempo que inovar constantemente também requer

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Constância na Inovação e Ambidestria
Foto: Pixabay | Banco de Imagens

No wikipédia, o conceito de Ambidestria é a capacidade de ser igualmente habilidoso com ambas as partes do corpo. A ambidestria não se limita apenas a capacidade de escrever com as duas mãos ou chutar com ambos os pés. A palavra “ambidestro” tem origem no Latim: ambi significa “ambos” e dext significa “certo”.

Já a inovação, descrita também no Wikipédia, significa criar algo novo. A palavra é derivada do termo latino innovatio, e se refere a uma ideia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores.

Parece loucura buscar uma relação nos conceitos, mas este insight esta martelando minha cabeça a algumas semanas e resolvi trazê-lo para que juntos possamos criar um debate e, quem sabe, evoluir nesta ideia.

Quando ainda criança, ser ambidestro significava ser alguém muito diferente, muito habilidoso e assim por diante. Hoje, não por acaso, ser inovador tem uma conotação similar de superioridade, habilidades diferenciadas e etc.

O que me inquieta, é a pergunta: por que o “padrão” é ser uma coisa ou outra? Por que temos que ser destros ou canhotos? Por que temos que ser inovadores ou não inovadores?

E se este modelo mental pudesse mudar?

Quando crianças somos altamente inovadores, criativos, uma verdadeira página em branco e uma cabeça super aberta às diversas possibilidades. À medida que o tempo passa, rótulos vão nos moldando e padronizando. Ou seja, nos tornamos canhotos ou destros, somos inovadores ou não inovadores. E alguns poucos conquistam a chance de ser ambidestros e inovadores constantes.

O que estas pessoas têm de diferente? Elas têm uma mentalidade aberta ao novo, são curiosas, gostam de aprender novas coisas, habilidades, padrões e etc. Estas pessoas não veem qualquer problemas em lidar com a direita ou com a esquerda, ao passo que não sofrem para mudar de ideia, modelo de negócio, mudar de estilo de vida, esporte ou qualquer coisa que lhes seja um desafio pessoal, ou seja, não se satisfazem com o status quo e se permitem inovar.

Mindset

Neste momento, lhes recomendo um livro chamado Mindset, da Carol Dweck, que apresenta o resultado de sua pesquisa de Pós Doutorado. Nela, a autora chega a conclusão de que as pessoas tem duas formas de construção do seu mindset, um fixo ou um de crescimento.

Nas pessoas de mindset fixo, o novo é quase proibitivo. Se nasci assim, morrerei assim e nada de novo poderei aprender a fazer. Sou condicionado a minha natureza. Porém, nas pessoas de mindset de crescimento, o novo é possível, novas habilidades são conquistáveis e sempre poderei evoluir o meu nível de inteligência.

Queridos leitores, nesta hora, desejo que algumas perguntas e ou ações já estejam borbulhando em suas cabeças.

Ser ambidestro requer muita habilidade ao mesmo tempo que inovar constantemente também requer. Contudo, talvez até mesmo contrariando o senso comum, podemos avançar e conquistar novos territórios mentais. O alívio disto tudo é que estas conquistas estão mais em nossas mãos do que fora delas.

Empresas, organizações de toda ordem e as nossas vidas estão precisando ser a cada dia mais ambidestras e inovadoras. As velocidades de mudanças são cada vez maiores e de difícil acompanhamento.

Contudo, queridos leitores, isto não é motivo de pressão pessoal ou qualquer desespero. Para mim, isto é um alívio, um alento e de certa forma uma forma de enxergar a vida e os negócios que estou envolvido. Podemos, sim, mudar, fazer diferente e propor ambidestrias ou inovações.

Tenhamos um coração aberto, mente evolutiva e o comportamento inovador, criativo e ambidestro que toda criança que um dia fomos e tivemos.

Boa leitura e até a próxima.

Um abraço!
Marcelo Bohrer


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