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PREVENÇÃO

Xanxerê implanta novo sistema para combater o Aedes Aegypti

A iniciativa já conta com 189 ovitrampas instaladas em pontos estratégicos da cidade

• Atualizado

Emilly Bueno

Por Emilly Bueno

Xanxerê implanta novo sistema para combater o Aedes Aegypti | Foto: Prefeitura de Xanxerê
Xanxerê implanta novo sistema para combater o Aedes Aegypti | Foto: Prefeitura de Xanxerê

A Secretaria de Saúde de Xanxerê implantou um novo sistema para o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. Segundo a secretaria de saúde, a nova estratégia é o sistema ovitrampa, que funciona como um “radar” para identificar focos do inseto e permitir ações rápidas antes do aumento de casos no município.

Coordenada pela Vigilância Epidemiológica, a iniciativa já conta com 189 ovitrampas instaladas em pontos estratégicos da cidade.

Como funcionam as ovitrampas

Conforme a Secretaria de Saúde, as ovitrampas, isto é, as armadilhas são compostas por um recipiente com água e uma palheta de madeira, que simulam um criadouro ideal para atrair as fêmeas do mosquito no momento da postura dos ovos.

Com a coleta periódica desse material, os agentes de endemias conseguem mapear as áreas com maior infestação e agir rapidamente, seja por meio de visitas domiciliares, aplicação de larvicidas ou realização de mutirões de limpeza.

Monitoramento precoce e redução de surtos

As ovitrampas são consideradas uma alternativa de baixo custo e alta sensibilidade, permitindo a detecção precoce da circulação do mosquito. Ao recolher os ovos antes que se transformem em novos insetos, o município consegue interromper o ciclo de reprodução e reduzir o risco de surtos de arboviroses.

A estratégia integra um conjunto de ações permanentes da Secretaria de Saúde para evitar a proliferação do mosquito e conter o avanço de doenças como dengue, zika e chikungunya em Xanxerê e região.

Apesar do reforço na fiscalização e monitoramento, o poder público destaca que o combate ao mosquito depende da participação da comunidade. A recomendação é manter caixas d’água vedadas, eliminar recipientes que acumulem água, limpar calhas e quintais, descartar corretamente entulhos e utilizar repelentes quando necessário.

A nova tecnologia fortalece a vigilância em saúde, mas a prevenção dentro das residências continua sendo uma das principais armas contra o Aedes aegypti.

*Sob supervisão do editor Pedro Corrêa

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