Floripa Para Todos: veja regras do programa habitacional
Programa Floripa Para Todos amplia acesso à moradia em Florianópolis e contempla famílias com renda de até dez salários mínimos
• Atualizado
A Prefeitura de Florianópolis avança na implementação do programa habitacional Floripa Para Todos, considerado o maior da história da Capital. A iniciativa amplia o acesso à moradia e contempla famílias com renda de até dez salários mínimos.
Coordenado pela Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, o programa organiza a política habitacional em três frentes, de acordo com a faixa de renda. O objetivo é atender desde famílias que não conseguem acesso ao financiamento até aquelas que já possuem crédito, mas enfrentam dificuldades para adquirir um imóvel.
Segundo a secretária Ivanna Tomasi, o modelo foi estruturado para tornar a política mais eficiente e acessível. “São soluções diferentes para públicos diferentes, o que torna a política habitacional mais justa”, destacou.
Como funciona o Floripa Para Todos
O programa é dividido em três eixos principais:
- Habitação de Baixa Renda: voltada a famílias com renda de até três salários mínimos, que não conseguem acesso ao financiamento. O município atua diretamente com políticas públicas para viabilizar a moradia.
- Habitação de Mercado Popular: atende famílias com renda entre três e seis salários mínimos. Nesse caso, a Prefeitura pode doar terrenos, que funcionam como entrada no financiamento, reduzindo o valor inicial.
- Habitação de Mercado: destinada a famílias com renda entre seis e dez salários mínimos, com condições facilitadas e incentivos previstos no Plano Diretor.
Critérios e seleção
Para participar, é necessário ter mais de 18 anos ou ser emancipado, morar em Florianópolis há pelo menos cinco anos, estar dentro da faixa de renda exigida, não possuir imóvel e não ter sido beneficiado anteriormente.
A seleção ocorre por meio de pontuação, considerando fatores como tempo de residência, composição familiar, presença de idosos, crianças ou pessoas com deficiência, além de situações de vulnerabilidade, como doenças crônicas ou moradia em áreas de risco.
Também há prioridade para mulheres chefes de família, vítimas de violência e pessoas em situação de rua, além de reserva de unidades para públicos específicos.
Obras e prazos
Os primeiros empreendimentos já estão em construção, com entregas previstas até o fim de 2026. Entre eles, estão os conjuntos habitacionais do Alto da Caieira, no Maciço do Morro da Cruz, que devem atender cerca de 180 famílias.
A expectativa é de ampliação do programa a partir de 2027, com aumento no número de obras em diferentes regiões da cidade.
Como se inscrever
O cadastro habitacional deve ser feito exclusivamente pela internet, por meio do site oficial do programa. É por meio desse sistema que a Prefeitura identifica o perfil das famílias e direciona o atendimento.
Os interessados devem preencher os dados corretamente e mantê-los atualizados, especialmente telefone e endereço, para garantir a participação no processo.
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